Violência na casa de Piedade: Conheça os efectivos da DIIP que agrediram e algemaram colegas numa árvore
A noite de sexta-feira, 11, certamente estará gravada nas memórias dos efectivos da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), nomeadamente o Agente de Segunda Wilson Baptista e o 3º subchefe Jones Miranda, afectos ao Grupo Táctico de Intervenção, por passarem três horas algemados numa árvore e nim poste de iluminação. (das 20horas até às 23horas)
Por: Ngunza Chipenda
A falta de organização com que a direcção do DIIP, órgão de investigação afecto a Polícia Nacional está submetida, já foi várias vezes denunciada pelo Na Mira do Crime.
Os efectivos acusam a mais alta chefia de vários atropelos as normas castrenses daquela unidade.
No entanto, no cair da noite de sexta-feira, 11, na direcção do DIIP, os efectivos Agostinho Neto, Chefe Interino do Departamento de Investigação de Crimes Tributários, Inspector Caumina Mariza da Silva, colocada no Departamento de Investigação de Crime Contra Família, Delinquência Juvenil e Violência Doméstica, e Oficial de Dia Inspector Elias Canuto Magalhães remeteram-nos a era da pedra ou da escravatura, em que os nossos antepassados eram algemados numa árvore e de seguida chicoteados, para serem obrigados a realizar trabalhos esforçados.
Desta vez, em pleno Séc XXI, na cidade de Luanda, numa unidade castrense, dois polícias foram algemados e esbofeteados por se ausentarem da unidade para comprar alimentos.
Vários efectivos do DIIP, revoltados, falaram ao Na Mira do Crime e mostraram o seu descontentamento com a atitude destes oficiais e denunciaram várias práticas que acontecem naquela unidade situada na Via Expressa.
Uma polícia explicou que os alimentos são mal confeccionados, porque 80 por cento das caixas de carne seca, peixe, sacos de arroz, feijão e demais bens alimentares são desviados pelas chefias.
“Eles levam toda alimentação na casa deles, só deixam chispe e arroz, aqui todos os dias é chispe e arroz, isto também aborrece, somos polícias, mas somos humanos, é importante que as chefias tenham um pouco de respeito e consideração pela tropa”, observou.
Meios rolantes levados pelas chefias
Os efectivos denunciam o descaminho de uma viatura Land Rover (V8) anti-bala, que estava em disposição do Grupo Táctico de Intervenção.
“Neste momento apoia a residência do chefe, o carro da polícia leva os filhos do chefe na escola e deixa os efectivos que tudo fazem para esclarecer crimes de mãos atadas”, denunciaram.
O Na Mira do Crime segue em cima do caso, e nos próximos trará mais detalhes sobre os males que infernizam os operativos do DIIP-Central.
A Direcção de Investigação de Ilícitos Penais da Polícia Nacional de Angola (PNA), tem como chefia o Comissário, José Carlos Cunha da Piedade








