No Shoping Kilamba - SIC recolhe 13 vietnamitas que se dedicavam à prostituição e ao tráfico de drogas
Pelo menos 13 cidadãos de nacionalidade vietnamita que integravam uma rede de prostituição, supostamente aliciados por uma cidadã chinesa, a troco de dinheiro, no Shopping Kilamba, foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal.
Por: Kiamukula Kanuma
Segundo a nossa fonte, os cidadãos em causa exerciam a actividade sexual como negócio (lenocínio). Cada um tem a sua história a contar, sobretudo sobre as razões que os levaram a escolher Angola como local para viver. Este jornal sabe que algumas cidadãs vietnamitas têm passaportes de trabalho e turismo com datas vencidas.
Mantidas num residencial do Shopping Kilamba, o consumo de droga, o auxilio à imigração ilegal e prostituição são os crimes de que são acusados.
O SIC, a Direcção Central de Operações, Polícia Nacional e os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME), apresentaram à imprensa a quarta rede desmantelada, ainda este ano, ao longo da Via Expressa, nesta segunda-feira, 04 de Setembro, às 10 horas.
Mediante uma denúncia, as autoridades souberam da existência de um hostel residencial, onde uma organização criminosa se dedicava ao auxílio de migração ilegal, ao lenocínio, tráfico e consumo de drogas. Imediatamente, se fizeram ao local e desencadearam uma micro-operação, que veio a comprovar a existência deste lugar.
Em simultâneo, foi detido em flagrante delito, um casal chinês, de 30 anos de idade, que, afinal, é o promotor do lenocínio e outros males conexos, segundo Manuel Halaiwa, Superintendente-Chefe e porta-voz do SIC-Central.
Disse ainda que algumas cidadãs encontradas no referido espaço, encontram-se no território nacional em condição ilegal, sendo que, na sua maioria, vieram com vistos de fronteira, que tem duração de apenas 30 dias.
30 mil por cada sessão
O "patrocinador" cobrava 30 mil por cada sessão. Ou seja, como segunda modalidade, cobrava 20 e 30 mil Kwanzas por hora, valendo a cada trabalhador de sexo um salário mensal de 300 a 400 mil kwanzas.
Outro dado curioso, é de que uma das cidadãs detidas, é reincidente. Ela já tinha aparecido numa reportagem feita por este Jornal em Julho último, quando o SIC desmantelou e apresentou a terceira rede no Leosan Park.
Três empresas chinesas chinesas, já identificadas, são apontadas como sendo promotoras de actos de prostituição, consumo e venda de drogas nalguns pontos da cidade capital.
"Vamos aferir agora se as cidadãs detidas estão na condição de vítimas ou foram mantidas em cativeiro, o que se configurará tráfico de ser humanos; ou se estão aí voluntariamente", disse o porta-voz do SIC.








