Militar brutalmente espancado por polícias da Esquadra 43, agentes furtaram 216 mil Kwanzas da carteira
Agentes da Polícia Nacional afectos à esquadra 43, situada por detrás da Casa da Juventude, no município de Viana, estão a ser acusados de ter agredido "barbaramente" um cidadão de 39 anos, no passado dia 5 de Agosto do ano em curso, quando tentava aferir a situação carcerária do seu irmão.
Por: Kihunga Bessa
Alcides Francisco conta que foi à esquadra inteirar-se da situação carcerária do seu irmão cassule, e acabou agredido e lhe foram roubados 216 mil kwanzas da sua carteira.
Segundo Peterson, um dos irmãos da vítima que presenciou a agressão, tudo começou no sábado, 02, do mês em curso, por volta das 18 horas, quando o irmão cassule, Genilson e o seu amigo encontrarem uma briga de supostos lotadores nas imediações da ponte amarela da Vila de Viana.
Este, por sua vez, tentou intervir na confusão com palavras, mas um agente da polícia insurgiu-se contra ele e o agrediu com um capacete de motorizada no rosto, causando lesões.
De seguida, o irmão cassule foi algemado e levado à esquadra, onde ficou detido até os familiares chegarem.
Os agentes que assistiram toda a confusão nada fizeram para acalmar os ânimos. Apercebendo-se da detenção, o irmão mais velho fez-se à esquadra para aferir o que esteve na origem da detenção.
Contou ainda que enquanto o irmão cassule saía da esquadra, coincidentemente, chegou o irmão mais velho, Alcides Francisco, que é militar das Forças Armadas, acompanhado da sua esposa.
Não gostou do que ouviu e dirigiu duras críticas aos efectivos que teriam agredido o irmão cassule sem culpa formada.
Bastou isso para ser também agredido, mesmo estando já no interior da sua viatura, onde foi algemado.
Ameaçaram a esposa e receberam-lhe o telefone com que filmava as agressões.
Ao todo, eram quatro polícias que agrediram o militar, e só pararam depois do comandante da esquadra aparecer, tendo orientado levar a vítima ao hospital.
Os agressores ainda foram a tempo de retirar a carteira contendo os documentos e um valor monetário equivalente a 216 mil kwanzas.
Ao devolverem a referida carteira, constatou-se que o dinheiro tinha sido retirado e até ao momento continua em parte incerta.
O caso já é do conhecimento do gabinete de Inspecção do Comando Provincial da Polícia de Luanda, onde as vítimas apresentaram queixa.








