Mixa nas estradas: Asfaltagem de vias não prioritárias consome USD 2 milhões por cada metro quadrado
As obras de asfaltagem de alguns troços que decorrem na avenida Deolinda Rodrigues, nº. 230, bem como na Avenida Fidel Castro Ruz, não são prioritárias, apesar de serem importantes para a vida útil das estradas, consideram automobilistas e especialistas.
Por: Mbengui Pedro
Angola é dos países em que o custo do asfalto é dos mais altos, com preços a rondarem os 1,2 a 2 milhões de dólares por quilómetro quadrado, mesmo sendo produtor de petróleo.
No orçamento Geral do estado (OGE) de 2022, o Executivo previa asfaltar 456 quilómetros de estradas da rede primária e 69 da rede secundária e investiria na manutenção de 262 quilómetros de estradas, para o actual OGE, estão inscritos 340,5 mil milhões de kwanzas, para obras de estradas.
As obras de manutenção em curso nas avenidas Deolinda Rodrigues e Fidel Castro Ruz, visam melhorar a circulação rodoviária segundo o Programa de Melhoria das Vias de Acesso ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda Dr. António Agostinho Neto, que já consumiu mais de 6 mil milhões de dólares desde que foi lançado o projecto.
A cargo da empresa AFAVIAS, que supostamente terá substituído a Carmom, as obras de manutenção e construção de baías são de tutela do Ministério das Obras Públicas através do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), que em nota esclarece que a reciclagem de asfalto é um processo normal no sentido de garantir a vida útil das estradas.
Segundo o INEA, “os trabalhos visam igualmente a marcação da sinalização vertical e horizontal e a substituição dos separadores”, sustenta, sem no entanto, avançar prazos e o valor da empreitada.
O documento sublinha, igualmente, que estão a ser construídas 16 baías de estacionamento e pedonais que vão contribuir na redução do índice de acidentes por atropelamento.
Segundo o Engenheiro Pedro Mavakala a manutenção das estradas devia incluir, a limpeza regular da superfície, a reparação de pequenos buracos e, rachaduras, a reposição de secções danificadas com (lombas) e a aplicação de selantes de superfície para proteger o asfalto das águas pluviométricas ou residuais.
“A manutenção das estradas deviam ocorrer com normalidade no país, por isso boa parte destas infra-estruturas se degradam com facilidade, sobretudo nas zonas onde chove com intensidade”, sustentou sublinhando que isto daria mais vida as estradas”, sugeriu, entretanto, que se priorizem as vias terciárias e secundaria, para descongestionar o trânsito nas principais vias.
O automobilista Jacinto David, residente em Viana, concorda com os trabalhos de colocação de separadores centrais, visto que vão impedir a travessia dos peões fora das pedonais e passadeiras e consequentemente contribuir na redução da sinistralidade, mas reprova a reciclagem do asfalto justificando não ser prioritário.
“Os separadores deviam ser mais altos para evitar a travessias dos pões fora das pedonais ou passadeiras. O asfalto devia ser usado para vias como a do cemitério de Viana e outras secundárias no interior do município”, apelou.
No âmbito do Governo Central estão em curso em Luanda, as obras da estrada do Kimbango, do Viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto e da 2ª circular A3, que visam melhorar a circulação rodoviária na capital.
De acordo com o Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), estão ainda em curso trabalhos de manutenção e conservação das principais avenidas e estradas secundárias e terciárias nos municípios de Luanda, Cazenga, Viana e Cacuaco.








