Levaram tudo: Cidadão morre supostamente envenenado pelos seus trabalhadores
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Almeida Paulo Bunga, de 42 anos de idade, morreu na terça-feira, 04, na província do Uíge, depois de supostamente ser envenenado pelos próprios trabalhadores.
Por: Kihunga Bessa
Segundo Maica Bunga, uma das filhas do malogrado que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime, o seu pai é natural da província do Uíge, mas residia da em Luanda.
Estava na província do Uíge de Janeiro do ano em curso, por conta de um trabalho que realizava de construção civil, e tinha para isso uma equipa de ajudantes.
Na segunda-feira, 02, de manhã, diz a filha, ainda manteve contacto com o pai, já na terça-feira, tentou contacta-lo inúmeras vezes, mas o telefone não chamava.
“Na mesma terça-feira, ainda tentamos contactar um dos seus trabalhadores, e este informou que o pai estava bem de saúde, e que o seu telefone estava apenas desligado”. No entanto, a filha diz que por volta das 16 horas, a família recebeu informações de que o pai estava morto, e o corpo depositado na morgue do Hospital Provincial do Uíge.
“A nossa família que estava no Uíge e uma equipa do Serviço de Investigação Crimina, deslocaram-se até ao local de trabalho do meu pai, para saber mais sobre o ocorrido, mas já não foi possível encontrar qualquer funcionário dele, porque estão em local incerto”.
Autópsia determina envenenamento
De acordo com a filha do malogrado, da autópsia realizada, determina morte por envenenamento, e a família desconfia dos trabalhadores de Bunga, por não prestarem qualquer esclarecimento do sucedido, e abandonarem o local de trabalho.
"Eles roubaram todos pertences do meu pai, e foram depositar o corpo, sem dados, por falta da documentação que também foi roubada", acusou.
A família na província do Uíge foi até a direcção da morgue para ter mais dados sobre o depósito do corpo, o certo é que até ao momento não se sabe quem recebeu o cadáver.
Por isso, exigem a quem de direito que se responsabilize a direcção daquela instituição, para que se esclareça quem entregou os restos mortais sem o conhecimento da família.
O Na Mira do Crime sabe que o desejo era família transferir o corpo para Luanda, mas foi condicionado com a documentação, por isso o funeral realizar-se-á neste sábado, na província do Uíge.








