Quim Preto por um fio: Inspecção da Polícia ‘fiscaliza’ denúncias de corrupção no Comando do Cazenga
Uma equipa de Ispecção do Comando Provincial da Polícia em Luanda, trabalha há dois dias no Comando do Cazenga, para averiguar denúncias de corrupção atribuídas ao Comandante daquele município, Superintendente-chefe, Joaquim da Conceição “Quim Preto”.
Numa reportagem publicada pelo Jornal “O Crime”, dá conta que o oficial superior é acusado por um grupo de efectivos afectos a diversas esquadras de estar envolvido em ctos de corrupção e abuso de poder.
Segundo o jornal, o oficial usa a posição que ostenta para "fazer e desfazer".
Os comandantes das esquadras afectas ao Comando Municipal do Cazenga, por exemplo, alegam que estão a ser humilhados, através de submissão a sessões de maus-tratos e a cobranças Ilícitas de valores.
“O comandante e delegado municipal do Cazenga está a exigir de cada comandante de esquadra 20 mil kwanzas para compra de cadeiras. Isso não faz sentido, uma vez que a Polícia Nacional dispõe de um orçamento, bastando cada comando solicitar à área financeira. Aliás, como vamos contribuir, se nas reuniões os comandantes de esquadras se sentam em cadeiras de plástico que já existem? Como não contribuímos, ele realizou uma reunião onde todos os comandantes ficaram de pé durante duas horas de modo propositado”, escreve o jornal, que cita fonte castrense.
A fonte avançou que, por ser ilegal a contribuição exigida pelo superintendente-chefe, optaram por aconselhá-lo a fim de ver outro modo de solucionar a questão da compra de cadeiras.
Em resposta, a fonte diz que o comandante disse que se trata de uma ordem e que deve ser cumprida, sob pena de haver punições e exonerações.
“Ele disse que se trata de uma ordem que deve ser cumprida. Por outro lado, disse que ainda que nos queixemos a quem de direito, nada vai acontecer, porque tem costas largas”, sublinhou a fonte.
Para deixar claro que tem uma suposta ‘costas largas’, a fonte refere que ‘Quim Preto’ citou o actual comandante e delegado da Polícia Nacional em Luanda, Francisco Ribas, que quando assumiu a cidade capital prometeu fazer algumas mexidas a níveis dos comandos municipais.
“Vocês não viram que, tão logo assumiu o Comando Provincial da Polícia Nacional de Luanda, a primeira pessoa que o comandante Ribas queria ‘varrer’ era eu? Por que cargas de água ele não fez? Meus caros, saibam que nem o comandante Ribas consegue me exonerar”, disse.
Os comandantes de esquadras, assim como outros efectivos afectos ao Comando da Polícia Nacional do Cazenga, dizem estar cansados dos maus-tratos e faltas de respeito por parte do comandante ‘Quim Preto’ . “Estamos a ser humilhados diante dos nossos subordinados”, denunciou a fonte.
C/O CRIME








