BPC trava tentativa de assalto às contas do Cofre de Providência da Justiça
O Banco de Poupança e Crédito (BPC), travou uma tentativa de assalto as contas do Cofre de Providência da Justiça (CPJ), perpetrado pelos senhores Claudino Filipe, Mércia Bravo, Teixeira de Brito e Eduardo Novi, o último tido como tesoureiro, acusado de recorrente nesta prática, pelo facto de estar supostamente envolvido no escândalo de usurpação de poderes e atribuição de salários milionários a três membros de direcção da Ordem dos Peritos Contabilistas de Angola (OPCA), no valor de 105 milhões de kwanzas.
Por: Mbengui Pedro
Os acusados segundo a nossa fonte junto do CPJ, fazem parte da lista C, dos candidatos às eleições marcadas para o dia 25, quarta-feira, às 15 horas, mas desde o mês de Agosto, que este grupo tem aparecido na imprensa fazendo crer que foram eleitos por uma Assembleia Extraordinária, o que não é verdade.
A comissão directiva do CPJ, em fim de mandato, constituiu uma comissão ad-hoc encarregue de gerir o processo de transição durante seis meses até a eleição do novo corpo directivo.
"A suposta Assembleia Extraordinária, não teve o consentimento da actual comissão directiva, logo não é legítima", esclareceu, sublinhando que ainda assim foram solicitar a alteração das assinaturas na conta da instituição a seu favor.
No entanto, como o crime não compensa, o BPC, notificou as partes esclarecendo que já existe uma procuração redigida pela direcção cessante que autoriza a comissão ad-hoc, a movimentar a conta durante o processo transitório.
"A convocação da Assembleia-Geral, Ordinária ou Extraordinária, é da exclusiva competência do Presidente da mesa da Assembleia e, este não o fez em momento algum", fundamenta a mesma fonte.
O pronunciamento do Banco de Poupança e Crédito que da conta da solicitação da alteração dos assinantes da conta, feita pelo senhor Claudino Filipe e Mércia Bravo, tem sustentabilidade nos Estatutos e a luz do decreto Presidencial, o que revela falta de preparação dos visados.
"Estão mais preocupados com o dinheiro, menos com os associados e, a organização", acusa.
Com cerca de 4.800 associados, dos quais são obrigados a descontar 12.500 kwanzas mês, o que perfaz um total de 60 milhões por mês, destinados ao seguro de saúde, crédito ao consumo, à habitação e automóvel.
O CPJ é uma instituição sem fins lucrativos de acesso livre que integra os trabalhadores dos demais órgãos do Ministério da Justiça, desde de cartórios, identificação, procuradoria e os tribunais.








