Jovem de 23 anos 'depositado' na Morgue Central depois de ser levado por 4 indivíduos na madrugada de domingo
Um jovem que em vida atendia pelo nome Domingos de Oliveira Marques, de 23 anos de idade, residente no bairro 500 Casas, distrito urbano dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco, foi encontrado morto, na tarde desta terça-feira, 24, depois de ser levado de sua casa, por quatro indivíduos armados, trajados com coletes reflectores.
Por: Cambuta Vieira (Estagiária)
Os factos aconteceram na madrugada de domingo, por volta das 03horas da madrugada, quando Mirelson, como era carinhosamente chamado, regressava de um convívio com um seu amigo, identificado apenas como Mingostram.
De acordo com a esposa do malogrado, Rita Dias, após o amigo ausentar-se de casa, passaram 30 minutos quando aparecerem 4 elementos, dois encapuzados e dois com colectes reflectores, arrombaram a porta e se introduziram no interior da casa.
Posto em casa, conta a esposa, grávida, ela e o marido começaram a ser agredidos, enquanto os agressores avisam ao jovem que aquele era o dia dele.
“Depois de nos baterem levaram o Mirelson, o telefone dele e a motorizada que usava para o serviço te táxi”, recordou.
A viúva, recorda que os indivíduos estavam todos armados e, na retirada efectuaram dois disparos no quintal e três na rua.
O Pai do malogrado, Oliveira Marques, explicou que, desde o momento que o filho foi levado até ao momento em que foi achado na Morgue Central de Luanda, o amigo não mais apareceu.
“Está foragido e com o telefone desligado”, a família suspeita que haja envolvimento deste elemento na morte do jovem.
SIC levou o corpo
Na manhã desta terça-feira, 24, uma equipa de reportagem do Na Mira do Crime esteve na morgue, e confirmou que o jovem deu entrada na segunda-feira, 23, transportado por efectivos do SIC-Cacuaco, com registo de atropelamento.
Família descorda da posição do SIC
José Domingos, tio do malogrado, discorda da versão apresentada pelas autoridades, e é de opinião que o sobrinho foi assassinado.
“Eles deram um tiro na bochecha do jovem, e usaram objecto contundente para bateram no peito do meu sobrinho, digo isso porque o peito dele entrou, o meu sobrinho foi assassinado, nós queremos justiça" exigiu.
A nossa equipa deslocou-se até ao Comando de Cacuaco, onde fomos bem atendidos pelo responsável do SIC, que realçou que tem domínio da situação, e que tudo faz para, junto da família, prender os envolvidos.








