Administração de Viana demoliu mais de 100 casas com pretexto do terreno pertencer ao Comissário-geral na reforma Ambrósio de Lemos
Sábado, 28 de Outubro foi um dia amargo para os populares que viram o sonho da casa própria deitado abaixo pelo "martelo" da Administração de Viana, uma acção assegurada por efectivos da polícia, das Forças Armadas Angolanas e agentes da fiscalização.
Por: Kiamukula Kanuma
As demolições ocorreram quatro anos depois dos afectados viverem no referido espaço, situado no Zango III-A, zona do Kitondo II, município de Viana.
"O espaço nos foi cedido pela senhora Amélia Manuel, no ano de 2019. Forneceu-nos a documentação e para dissipar as dúvidas fomos à administração distrital do Zango, onde nos foi assegurado que a cedência do terreno era legítima, e o Cartório de Viana também confirmou a legalidade do processo", contou um dos lesados.
"Até ao momento, gastei 09 milhões de Kwanzas", informou, contando que, quando iniciaram as construções, apareceram agentes da fiscalização que advertiram que não podiam continuar a construir sem autorização.
Mas passado algum tempo, os mesmos agentes de fiscalização municipal disseram que já poderiam construir, pois o tempo de espera já era muito.
Depois, apareceram indivíduos a reclamar a titularidade do terreno, o que fez com que recorressem à senhora Amélia Manuel com quem foram à administração.
"Na administração, a senhora Amélia foi aconselhada a recorrer por haver um terceiro dono", relatou, salientando que o caso foi levado à PGR onde está a ser tratado.
No dia 28 de Outubro, foram surpreendidos com as demolições seguidas de perto por polícias e militares.
A Polícia diz que o espaço pertence ao Comissário Geral na reforma, Ambrósio de Lemos, mas no documento mostrado o nome que aparece é de Ana Jorge Faria.








