Esposa do oficial da polícia assassinado por marginais conta os últimos minutos de vida do marido
O SIC-Luanda, através da sua direcção Municipal de Viana, deteve, recentemente, 8 cidadãos nacionais com idades entre os 21 e 36 anos, implicados nos crimes de associação criminosa, ameaças de morte, homicídio qualificado em razão dos meios e dos motivos, bem como, o roubo qualificado no município de Viana.
Por: Kiamukula Kanuma
No primeiro caso, disse o Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe Fernando Carvalho, permitiu determinar e deter 3 elementos implicados na morte do Superintendente-Chefe da Polícia Nacional, que em vida se chamou Manuel Celestino Gonçalves, casado, de 58 anos de idade.
O crime teve lugar por volta das 19h45 minutos, do passado dia 28 de Outubro do ano em curso, no distrito urbano da Baia, bairro Km 30, quando a vitima, em companhia da sua esposa e de um mecânico que tentava superar a avaria apresentada pela sua viatura de marca Toyota, modelo Dina, de cor branca, foi surpreendido por 4 marginais e, sob ameaças de morte, exigiram a entrega dos pertences.
Impacientes que estavam os implicados, efectuaram um disparo na parte frontal da cabeça da vítima que conheceu morte imediata, e de seguida procederam o roubo de 1 telemóvel de marca V8, 1 pasta de senhora de cor preta e a quantia monetária de 45 mil,
Diligências feitas pelos operacionais do SIC, facilitou a detenção de 3 implicados, e apreendida uma pistola (Makarov), enquanto trabalham para a detenção do elemento prófugo, por sinal irmão de um dos implicados.
Na Mira do Crime ouviu em primeira mão relatos da mulher que vivenciou o crime
A esposa do malogrado, Teresa Fernando Gonçalves, conta que os bandidos tão logo surpreenderam o marido, pediram o telefone, de seguida, o mecânico também entregou o telefone de botão, e pôs-se em fuga.
“O ajudante dele, de 17 anos, também fugiu, eu gritei ao mecânico mataram o meu marido, você está a ir aonde, ele respondeu vou buscar reforço”, recordou, acrescentando que achou aquilo muito estranho.
“Como é que uma pessoa que está no meio dos bandidos grita que vai buscar reforço e não lhe fazem nada, o bandido mesmo vai-lhe deixar? O bandido veio contra mim, apertou-me na garganta e meteu a pistola que matou com ele o meu marido no meu pescoço, eu falei esse homem que você matou é um homem da palavra de Deus, esse é dinheiro de sangue que estás a levar”, disse, sublinhando que, quando o marginal efectuou o disparo contra o seu marido, ele caiu nos pés dele, “e ele ainda lhe empurrou, depois é que veio ter comigo, eu ainda lhe disse estás a levar 45 mil, nesta pasta tem 3 terços de cor vermelho, Azul, Preto e 3 lapiseiras com as mesmas cor, tudo o que estás a levar você vai comer”.
A senhora conta que, o bandido, enraivecido, empurrou-a para dentro do carro, vasculhou em todos os sítios e ´viu que não havia mais nada para levar, então desceu da viatura e pôs-se em fuga.
“Eu falei pode fugir, mas você também vai morrer, voltou outra vez e disse vou te matar e meter em cima do teu marido, respondi pode matar, eu não tenho medo porque já me tiraste o meu de direito, empurrou-me e meteu-se em fuga”.
Os últimos minutos
De acordo com a senhora, o marginal surpreendeu o oficial da polícia quando este iluminava a viatura que estava a ser arranjada.
“O meu marido como estava a iluminar a parte debaixo do carro, não viu nada, o bandido apenas tirou a pistola e colocou, e mal o meu marido se mexeu ele deu logo um tiro da testa, eu acho que o mecânico tem alguma coisa a ver”, deduziu.
O Na Mira do Crime sabe que os bandidos são membros do grupo denominado “Os amores”, cujos integrantes são Mana Nguxi, Aplicativo, Gily Pô e Adão Pumba, com idades compreendidas entre 20 e 30 anos, e residem no bairro da Bela Vista, em Viana. Para o cometimento do crime, usaram uma pistola do tipo Makarov.








