Comandante ‘negociou’ a soltura com a família: Cidadão senegalês abusa sexualmente duas menores em troca de dinheiro, pão com chouriço e booster no Rangel
Engrácia Baia Ndonga, de 11 anos, Aline Adriana da Costa Lopes, de 13 anos de idade, residentes na rua 18, no bairro das Comissões, Distrito Urbano do Rangel, município de Luanda, foram abusadas sexualmente por um cidadão de nacionalidade senegalesa.
Por: Cambuta Vieira
O facto ocorreu no passado sábado, dia 02 de Dezembro, por volta das 21 horas, quando as meninas se encontravam a brincar na rua e, de repente, foram chamadas por um cidadão de nacionalidade senegalesa, identificado apenas por Djaló Pequeno.
Este terá trancado as meninas no quarto, e praticou o acto ilícito. Engrácia Baia Ndonga, reportou ao NA MIRA DO CRIME que, Djalo Pequeno deu-lhe 1000 Kwanzas e anunciou que as violaria.
"Disse-me para não falar nada à minha mãe, senão iria matar-nos todas e fugiria para o seu país", relatou.
Aline Adriana da Costa Lopes, também realçou ao NA MIRA DO CRIME que já em Agosto, ela e a sua amiga tinham sido violadas em troca de pão, chouriço e cerveja booster pelo mesmo cidadão.
"Disse para não falar nada se não iria matar toda minha familiar, porque são conhecidos dele", explicou.
Mauro Mateus Ndonga, pai de uma das lesadas lamentou o sucedido.
"O que mais me admira é que eu estou a ser perseguido até no meu local de serviço", desvendou, salientando que, no domingo, 03 de Dezembro, o comandante Kahombo foi até ao seu local de serviço, acompanhado por cidadãos senegaleses “para negociarmos e retirarmos a queixa”.
"Não concordei, e depois disso, os mesmos senegaleses, na tarde de domingo, foram até à minha casa para negociar e, uma vez mais, não aceitei", asseverou.
"Na Segunda-feira, posto na esquadra do CTT, de novo, o comandante Kahombo coagiu-me para retirar a queixa", acusou, mostrando-se muito preocupado.
Ele disse não haver dúvidas de que as meninas tenham sido violadas. Aliás, fizeram análises todas e comprovam realmente que foram violadas.
"Passaram as receitas, mas não estamos a conseguir comprar remédios por falta de dinheiro", informou.
Jaime, o senhor que disponibiliza sempre o quarto onde as meninas têm sido violadas tinha sido detido, mas acabou solto horas depois, mediante o pagamento milhares de Kwanzas.
Uma equipa do Na Mira esteve na manhã desta quarta-feira, 06, na Esquadra da CTT e, junto de um oficial do SIC ficamos a saber que o cidadao em causa está sob custódia das autoridades.
No entanto, no piquete da Polícia, o tratamento para com os jornalistas já não foi de bom grado, motivo que fez com que a nossa equipa se retirasse do local.
Djalo Pequeno encontra-se detido na esquadra da CTT, com o processo número 1576/023.









