Receberam mais de 2 milhões de Kwanzas: Casal burla jovens com falsas promessas de ingresso nas Forças Armadas
Uma dupla de malfeitores onde integra um suposto militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado por Aguinaldo Capenda Tomás Culundula, e a sua esposa, residentes no bairro Ecocampo, rua da tia Mimy, município de Cacuaco, encontram-se foragidos após terem recebido cerca de 02 milhões de Kwanzas de vários jovens, com falsas promessas de os inserir nas fileiras das FAA e da Polícia Nacional.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O episódio teve início em Agosto último, quando foram abertas as inscrições de recrutamento geral para as Forças Armadas Angolanas.
O jovem Joel, uma das vítimas, fez saber que foi por meio de Sapalalo, militar das Forças Armadas Angolanas, que conheceu o suposto militar, que depois de ganhar amizade o persuadiu ao pagamento de algum dinheiro para facilitar o ingresso.
"Ele dizia ser do exército nacional, com a patente de 1° cabo, destacado no Hospital Militar como técnico oftalmológico, e prometeu inserir-me directamente nas FAA, por via do seu tio, apenas conhecido por Chefe Léu, mas eu tinha que fazer a entrega de 100 mil Kwanzas, e assim o fiz", contou.
No pretérito mês de Outubro, dois meses depois de ter entregue o dinheiro, a desconfiança passou a dominar o jovem, dada a lentidão do processo.
"Sempre que ligasse para ele, mandava-me esperar, inventava desculpas alegando de que o processo já estava nas mãos dos chefes, e que eu tinha que manter a calma, mas o tempo foi passando, então procurei pessoas próximas a ele para saber se, realmente, era militar. Foi então que fiquei a saber que eu não era o único nas mesmas condições; várias pessoas estavam à procura dele e da sua esposa por terem entregue dinheiro para o ingresso nas Forças Armadas Angolanas", referiu.
Devido à pressão, disse a vítima, o implicado mudou de casa da Ecocampo para os Mulenvos, próximo da Recolix.
No dia 12 de Novembro, em companhia de mais três elementos, conseguiram encontrar o casal em sua casa.
"Tentamos levá-lo até à uma esquadra mais próxima, mas ele e a esposa gritavam por socorro e as pessoas acharam que fossemos bandidos". Então, conta, decidiram procurar uma esquadra; “mas assim que voltamos à casa com a polícia, nos deparamos com as portas fechadas e não podíamos arrombar", esclareceu.
No dia seguinte, quando voltaram ao local, mais uma vez se depararam com as portas fechadas.
"Os vizinhos disseram que ele mudou de casa momentos depois da nossa retirada, e passamos a entender que estávamos a lidar com um burlador profissional", declarou.
Segundo o jovem Gil, uma das vítimas, após várias investigações ficou a saber que estavam perante a um ex-militar expulso da corporação por práticas indecorosa de falsas promessas e recepção indevida de dinheiro para enquadramento de pessoas nas FAA.
"Alguém disse-nos que ele se encontra escondido na província de Malanje, depois partirá para o Ndombe Grande, na província de Benguela, enquanto a esposa permanece escondida em Cacuaco”.
Gil descobriu ainda que um dos seus tios também havia caído na rede. "A esposa do burlador se fez passar por efectivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), e com promessas falsas recebeu 1 milhão e duzentos Kwanzas”.
"Somos cerca de seis pessoas, das que conheço, inclusive mulheres, o meu tio vendeu o carro para conseguir o dinheiro para a colocação de um dos meus primos na PIR, só fiquei a saber mais tarde", lembrou.
Este jornal sabe que o dinheiro exigido variava entre os 75 e 200 mil Kwanzas.
Alguns indivíduos nascidos em 2002, no princípio procederam ao pagamento de 75 mil kwanzas, mais tarde, passaram a pagar 100 mil Kwanzas.
As vítimas pedem as autoridades competentes no sentido tomar as devidas medidas, para que outras pessoas não caiam nas artimanhas do suposto militar.








