Suposto agente do SIC (Matengó) acusado de assassinar moto-taxista com 07 tiros na cabeça continua impune
O assassinato de Euclides José Paulo também conhecido por “Danick Moda” que se dedicava ao serviço de moto-táxi numa das placas da 5ª Avenida no município do Cazenga, cujo corpo foi jogado numa vala, no Bairro Calawenda, tem o processo (nº 8475/23 -DH) engavetado no SIC-Provincial, e o suspeito que atende pelo nome de Matengó, que é operativo do SIC, está em liberdade.
Por: Kiamukula Kanuma
Passados 05 meses, a família continua inconsolável pelo desaparecimento prematuro do seu ente-querido. Mas enquanto esperam expectantes pelo julgamento "justo" surgem informações de que o algoz do seu ente-querido está livre.
Para que a culpa não morra solteira, dirigiram-se ao Serviço de Investigação Criminal a nível de Luanda, para inteirarem-se do andamento do processo nº 8475/23-DH.
Para o desalento dos familiares, Adriano Jorge, Investigador do processo em referência, mostrou-se, segundo a família, "como alguém que espera mais dos jornais para fazer o serviço pelo qual é pago pelo Estado ou como alguém muito ocupado ou, então, pouco interessado em esclarecer o caso, mas ele tem um chefe".
"Em abono da verdade, percebemos que o processo teve andamento, enquanto esteve na jurisdição do SIC-Cazenga, durante 25 dias, remetido a 25 de Agosto ao SIC-Provincial, mas o Investigador não tem nada de novo", lamenta o avô.
"Provas bastantes" foram fornecidas pelos familiares do malogrado, "desde a marca da viatura Land Cruiser cor branca, vidros fumados com a chapa de matrícula, LD-93-99-CC, o acesso dos indivíduos do SIC-Cazenga às instalações das bombas de combustível das bananeiras, para visualizarem as câmaras de vigilância".
O morto fala
Um criminalista que proferiu anonimato disse a este Jornal que “a morte do Danick Moda foi obra de especialista.
Ao desfigurarem a cara, demonstra que o assassino evitou ser identificado, obviamente, os nossos olhos conservam as imagens do executor.
Também, teve o dedo indicador partido. Entende-se que, ao lhe apontarem a arma, o malogrado na tentativa desesperada de travar a bala com a mão, rompeu-lhe o dedo e penetrou no olho direito.
Por sinal, foi o primeiro tiro. A posição em que o corpo foi encontrado é outra expressão do cadáver; os especialistas que fizeram a remoção sabem que quem executou “Danick Moda” foi um especialista; não é um bandido qualquer.
Fontes deste Jornal indicam que o assassino tem nome e rosto. O oficial do SIC-Cazenga, operativo de enfrentamento, conhecido por Matengó é dos supostos envolvidos.
Este jornal sabe que, há cerca de dois meses foi colocado na baixa visibilidade, tendo sido transferido para a Esquadra do Bate-nú, no mesmo bairro, com o fim de dar pouco nas vistas.
"Tudo que nós queremos é que o caso seja esclarecido, os prevaricadores paguem pelos seus actos", exigem os familiares, considerando que alguém que nunca foi detido/preso é arrancado do local de serviço directamente para a vala da morte, depois de lhe terem obrigado fazer transferências bancárias para outras contas.
"Só podemos entender que o SIC está a proteger o seu colega, isso é anormal. O Matengó não é o SIC, o SIC, é uma Instituição séria com responsabilidades acrescidas, logo não se deve vergar-se diante de um funcionário que daqui a mais dois anos pode ir à reforma", afirmam.
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