No Huambo: Moradores das Cacilhas denunciam aumento de crimes violentos e pedem reforço policial
Moradores da Administração das Cacilhas, na província do Huambo, denunciam um alegado aumento da criminalidade nos bairros Bom Pastor, Compão Alto, Compão Baixo, Camussamba e Camiliquinhento.
Por: Laurentino Tchatuvela
De acordo com relatos dos moradores, vivem num clima de medo devido à ocorrência frequente de assaltos, agressões e alegados casos de violência sexual.
Segundo moradores, os crimes ocorrem principalmente entre às 22 horas e às 04 horas, período em que grupos de indivíduos, alegadamente armados com catanas e facas, interceptam casais, peões e moto-taxistas nas vias públicas.
Além de roubos e agressões físicas, alegam que têm sido registados casos de violência sexual contra mulheres e homens, uma situação que classificam como preocupante e sem precedentes naquela localidade.
Um residente que falou sob anonimato, afirmou que os mototaxistas são frequentemente surpreendidos por grupos compostos por oito ou mais indivíduos, que os obrigam a abandonar as passageiras para, alegadamente, cometer abusos sexuais.
"Quando as vítimas são casais, os denunciantes afirmam que ambos podem ser alvo de agressões, roubos e outros actos de violência", acrescentou.
Os moradores dizem que o sentimento de insegurança aumentou após a transferência do antigo chefe de brigada do Serviço de Investigação Criminal (SIC), afecto à 5.ª Esquadra das Cacilhas, conhecido localmente por "Capinha" ou "Caipirinha do Azar".
Conforme a população, durante o período em que exerceu funções naquela unidade policial, os índices de criminalidade eram consideravelmente menores, razão pela qual defendem o seu regresso.
Alguns residentes afirmam ainda que, uma semana após a sua transferência, grupos de supostos marginais terão realizado uma festa no bairro Camussamba para assinalar a sua saída.
A população alega também que autoridades tradicionais e membros das comissões de moradores têm procurado sensibilizar as entidades competentes para o reforço da segurança na circunscrição.
A comunidade destaca igualmente o trabalho desenvolvido por Daniel, coordenador da Comissão de Moradores do bairro Compão Alto e professor reformado, que, segundo os residentes, tem prestado apoio às vítimas, encaminhando-as às esquadras policiais e acompanhando diversos casos relacionados com assaltos e violência.
Os denunciantes relatam ainda um alegado episódio recente em que um efectivo da Unidade de Reação e Patrulhamento (URP) terá sido vítima de assalto durante a madrugada, no bairro Bom Pastor, tendo-lhe sido roubada a farda.
Para os moradores, o caso demonstra o nível de insegurança actualmente vivido na região.
Face à situação, os moradores apelam às autoridades para o reforço do efectivo policial, aumento do patrulhamento e adoção de medidas urgentes para travar a criminalidade, sobretudo os alegados casos de violência sexual, que dizem estar a causar grande preocupação entre as famílias.







