Em Cacuaco - Moradores do bairro Augusto Ngangula preocupados com a onda de assaltos à mão armada
Os moradores do Sector-4, do bairro Augusto Ngangula, na comuna do Kicolo, município de Cacuaco, denunciam uma onda crescente de assaltos em residências, com recurso a armas de fogo, facto que tem levado a insegurança no seio dos moradores, durante as noites
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores disseram à reportagem do Na Mira do Crime que, no período da noite, por principalmente a partir das 23 horas, o bairro entra em clima de medo devido aos assaltos em residências, no Sector-4, uma zona localizada a poucos metros do destacamento da polícia do bairro Augusto Ngangula.
O senhor Mateus, residente na rua da escola das madres, disse ter vivido momentos de terror na madrugada do dia 30 de Junho, quando elementos armados terão escalado o murro do quintal da sua casa e, posteriormente, entraram na sua residência e, com ameaças de morte, os marginais levaram uma motorizada de marca Ling Ken -50, de cor preta, o telemóvel da sua esposa e 32 mil kwanzas.
"Era quase 1 hora e 10 minutos. Eu estava a assistir ao jogo, e ouvi o barulho de alguém que saltou para o quintal. Assim que abro a janela me deparei com três indivíduos, um deles apontou-me a arma e exigiu que eu abrisse a porta", contou o senhor.
Diante da situação, o nosso entrevistado disse ter entrado em choque e, assustado com a situação, fechou logo a janela. "Eles começaram a arrancar o gradeamento e a perfurar a parede, depois conseguiram abrir a porta e entraram.
O indivíduo que estava armado apontou a arma para a minha esposa que estava com o nosso filho recém nascido ao colo. Pediram dinheiro e dei os 32 mil kwanzas que tinha, depois um deles pegou na motorizada e levou para fora do quintal graças a Deus não fizeram nada a mim e a minha família, porque obedeci todas as ordens deles", agradeceu.
Um outro morador avançou que as autoridades policiais devem investigar as razões que levam os marginais a preferir o sector-4 como zona para os assaltos em residências. "Temos ouvido sempre relatos de assaltos em residências.
A casa ao lado desta que foi assaltada, também já foi vítima por três vezes, assim como nas imediações da escola docente, outras casas também já foram vítimas. Assim que colocaram o destacamento da polícia no bairro, os crimes diminuíram, mas a polícia tem que investigar porquê os bandidos só escolhem esta área, desde a escola das madres até à antiga igreja das santas", reclamou.
Acrescentou ser importante fazer rondas ao referido sector devido aos jovens que passam o dia no bairro, indicando serem as principais suspeitas de arquitectarem os crimes. "Muitos jovens assam o dia a jogar não 'te irrites', a consumir estupefacientes e a pesquisar as casas e, de noite, trazem os seus amigos de outros bairros para fazerem os assaltos. Nesta zona, há muitas casas de venda de liamba, quem passa pelos becos nota que o consumo de liamba aqui parece que foi legalizado", denunciou.
Natália, moradora da zona do Vai à Lua, disse ter visto uma ronda da polícia na noite de domingo dia 5, por volta das 21 horas. "Eu vi a passarem por alguns becos do bairro, principalmente por detrás do destacamento da polícia, mas não chegaram aqui onde tem ocorrido os assaltos, não sei que medo têm eles de entrarem", indagou.
Explicou não haver respeito pelo destacamento da polícia por parte dos moradores e, muitas vezes, usam o espaço para conversas entre amigos.










