Jornalista denuncia desaparecimento de telemóvel após viagem pela Heetch e cobra maior responsabilização da plataforma
Uma cidadã nacional, jornalista, identificada por Victoria Sakutala, denunciou o desaparecimento do seu telemóvel após uma viagem realizada através da plataforma de transporte Heetch, na madrugada do dia 28 de Junho, em Luanda. Apesar de ter contactado imediatamente o motorista, apresentado reclamação junto da empresa e formalizado uma participação à Polícia Nacional, o aparelho continua desaparecido.
Por: Débora Manuel
De acordo com o relato de Victoria Sakutala, tudo aconteceu depois de participar num convívio familiar realizado na Centralidade 8.000.
Segundo a denunciante, por volta da 1h50 da madrugada do dia 28 de Junho, solicitou um veículo da plataforma Heetch para regressar à sua residência, localizada no Zango 5.
Acrescentou que, cerca de 15 minutos após chegar a casa, apercebeu-se da ausência de um telemóvel Samsung A17, de cor preta, bem como de um par de sapatos, concluindo que ambos haviam ficado no interior da viatura.
“Assim que demos conta da falta do telefone, ligámos imediatamente para o motorista. Ele disse que iria parar para verificar e que depois voltaria a ligar”, contou.
Segundo a jornalista, como o motorista não voltou a estabelecer contacto, decidiu ligar novamente. “Quando consegui falar com ele, informou que apenas havia encontrado os sapatos e que não tinha localizado o telemóvel”, afirmou.
Victoria Sakutala disse ainda que solicitou ao motorista que lhe devolvesse pelo menos o par de sapatos, tendo inclusive pedido que fossem entregues no seu local de trabalho.
Contudo, segundo a denunciante, isso nunca aconteceu. Relatou que, três dias depois, deslocou-se à central da Heetch para formalizar uma reclamação e tentar recuperar os seus pertences, mas foi informada de que o motorista também não havia entregue os sapatos à empresa.
Face à situação, apresentou uma participação junto da Esquadra do Zango 5, onde foi lavrado o Registo de Auto de Queixa n.º 00_560/NIP/ESQ.ZANGO 5. Segundo a jornalista, foi orientada a regressar à esquadra decorridos dez dias para levantar o número do processo e acompanhar o andamento das investigações.
“Pagamos um serviço privado porque acreditamos que teremos segurança e confiança. Quando esquecemos um objecto numa viatura, esperamos recuperá-lo sem dificuldades. O meu objectivo é evitar que outras pessoas passem pela mesma situação”, lamentou.
Contraditório O Jornal Na Mira do Crime contactou a empresa Heetch para obter esclarecimentos sobre o caso. Em resposta, a plataforma informou que, segundo os seus registos internos, cerca de 80% dos objectos esquecidos nas viaturas são devolvidos aos respectivos proprietários.
Relativamente ao caso concreto, a empresa explicou que, quando existe divergência entre a versão apresentada pelo passageiro e pelo motorista, não lhe é possível confirmar a permanência do objecto no interior da viatura.
Por essa razão, esclareceu que orientou a jornalista a apresentar uma participação junto da Polícia Nacional, acrescentando que, após a formalização da denúncia, disponibilizará às autoridades todas as informações relacionadas com o motorista, a viagem e demais elementos necessários ao esclarecimento dos factos.
Questionada sobre a recorrência de situações semelhantes, a Heetch garantiu que casos desta natureza não têm sido frequentes.
Já o motorista visado foi igualmente contactado pelo Jornal Na Mira do Crime, por via telefónica e através de mensagem enviada pelo WhatsApp.
Contudo, até ao fecho desta edição, não apresentou qualquer pronunciamento.










