Terror no Paraíso de Cacuaco - Marginais fortemente armados assaltam 12 residências e levam mais de um milhão de kwanzas e vários bens
Moradores do bairro Paraíso, no município de Cacuaco, enfrentaram momentos de terror na madrugada desta terça-feira (7), depois de um grupo de indivíduos fortemente armados ter assaltado 12 residências e subtraído mais de um milhão de kwanzas, além de diversos bens.
Por: Kihunga Bessa
Segundo relatos recolhidos pelo Na Mira do Crime, o episódio ocorreu poucos dias depois de a comunidade ter sido abalada pela morte de quatro membros da mesma família, agravando o sentimento de insegurança entre os habitantes da zona. Os moradores afirmam que a acção criminosa ocorreu entre às 2 e 4 horas da madrugada, no quarteirão n.º 38. Mais de seis suspeitos, alguns encapuzados e armados com AKM e pistolas invadiram várias residências, onde ameaçaram às vítimas de morte e roubaram dinheiro, telemóveis de diversas marcas, cabelos, cartões Multicaixa e outros bens. Uma das vítimas, que preferiu não ser identificada por receio de represálias, esclareceu que os assaltantes transportavam aparelhos TPA, utilizados para efectuar levantamentos directamente das contas bancárias das vítimas.
"Eles exigiam dinheiro, cartões Multicaixa e os respectivos códigos, depois faziam levantamentos das contas através dos aparelhos TPA", relatou. Os moradores garantiram ainda que a Polícia Nacional foi accionada durante os assaltos, mas as patrulhas só chegaram ao local por volta das 5 horas, quando os criminosos já haviam fugido.
A população aponta o fraco patrulhamento policial e a deficiente iluminação pública como factores que favorecem o aumento da criminalidade no bairro.
Informações apuradas por este jornal indicam que, durante a fuga em direcção ao município dos Mulenvos, por volta das 4 horas, um dos presumíveis integrantes do grupo foi interceptado por efectivos da Polícia Nacional afectos à Esquadra da Boa Fé.
Após uma alegada troca de tiros, o suspeito foi detido e permanece sob custódia. O Na Mira do Crime contactou o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, até ao fecho desta edição, ainda não se pronunciou sobre o caso.










