Justiça arquiva processo-crime contra o director do Museu Regional do Dundo
O processo-crime contra o director do Museu Regional do Dundo, Ilunga André, acusado do crime de furto qualificado, foi arquivado, esta segunda-feira, por insuficiência de provas.
Segundo um despacho do Ministério Público (MP) junto do Tribunal de Comarca do Chitato, na província da Lunda Norte, foram igualmente arquivados os processos-crimes contra os outros dois funcionários do Museu, indiciados no mesmo crime.
O MP ordena também a devolução ao museu dos meios apreendidos e a cessação dos impedimentos e restrições que haviam sido aplicadas aos indiciados.
De acordo com o MP, após a avaliação dos autos, verificou-se que os indícios, "já fracos desde o início, fragilizaram-se ainda mais e a prova colhida na instrução demonstrou, claramente, que o facto criminoso não existiu". Tratava-se de “um delito aparente”.
Lermaisem:(https://namiradocrime.info/show/8201)
Recuperada estátua da Mwana Pwo: Funcionários do Museu furtaram a estátua de Samanhonga e mais de 1800 pedras de diamantes
Em Abril do ano em curso, o Serviço de Investigação Criminal (SIC), na Lunda Norte, deteve, através do competente mandado de revista, busca e apreensão, três cidadãos nacionais, nomeadamente Ilunga André, de 44 anos de idade, director regional do Museu do Dundo, Marisa Mianga Kalonji, de 35 anos de idade, na função de chefe de Departamento da Museografia e Osvaldo Boaventura, de 26 anos de idade, técnico do referido museu, todos supostamente implicados no crime de furto qualificado de acervos museológico, do Museu Regional do Dundo.
Reza a história que o trio, em posse das chaves do acervo, aproveitou a morte de um dos responsáveis da segurança, e com apoio de uma rebarbadeira, arrombou o cadeado da porta da sala de animação cultural do museu.
Acto sequente, retiraram a Máscara Mwana, jóias preciosas, quatro lotes contendo mil oitocentos e setenta e nove pedras de diamantes e estatuetas de Samanhonga (Pensador).
Dado o desaparecimento dos artigos, foi accionado o SIC que, com o competente mandado, realizou buscas em casa do responsável máximo do museu, onde foi recuperado em sua posse o cofre onde continha jóias preciosas e pedras de diamantes.
A sua colaboradora foi detida pelas 12horas do mesmo dia, na sua residência, sita na Centralidade do Mussungue, com quem as forças se deslocaram para o museu, onde foi possível recuperar a máscara Mwana Pwo e a estatueta do Samanhonga, artefactos que haviam sido por si retirados da área de exposição, precisamente na sala de animação cultural e dissmulados no seu próprio gabinete, preparando para seguir com as mesmas na República de Cabo Verde.
O último funcionário envolvido na acção, foi detido pelas 16horas do mesmo dia, na via pública.
Os meios recuperados foram devolvidos a título de fiel depositário no referido museu, mediante termos legais, enquanto o processo-crime corre os seus trâmites.
Os acusados haviam sido presentes ao magistrado do Ministério Público que aplicou contra os mesmos a medida de segurança pessoal mais gravosa "prisão preventiva", e posteriormente colocados em liberdade, isto na terça-feira, 25, sob Termo de Identidade e Residência (TIR) com a obrigação de se apresentar todas as sextas-feiras as autoridades.
Por: Ngunza Chipenda








