Recuperada estátua da Mwana Pwo: Funcionários do museu furtaram mais de 1800 pedras de diamantes
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), na Lunda Norte, deteve, na manhã de quarta-feira, 26, através do competente mandado de revista, busca e apreensão, três cidadãos nacionais, nomeadamente Ilunga André, de 44 anos de idade, director regional do Museu do Dundo, Marisa Mianga Kalonji, de 35 anos de idade, na função de chefe de Departamento da Museografia e Osvaldo Boaventura, de 26 anos de idade, técnico do referido museu, todos supostamente implicados no crime de furto qualificado de acervos museológico, do Museu Regional do Dundo.
Por: Ngunza Chipenda
Reza a história que o trio, em posse das chaves do acervo, aproveitou a morte de um dos responsáveis da segurança, e com apoio de uma rebarbadeira, arrombou o cadeado da porta da sala de animação cultural do museu.
Acto sequente, retiraram a Máscara Mwana, jóias preciosas, quatro lotes contendo mil oitocentos e setenta e nove pedras de diamantes e estatuetas de Samanhonga (Pensador).
Dado o desaparecimento dos artigos, foi accionado o SIC que, com o competente mandado, realizou buscas em casa do responsável máximo do museu, onde foi recuperado em sua posse o cofre onde continha jóias preciosas e pedras de diamantes.
A sua colaboradora foi detida pelas pelas 12horas do mesmo dia, na sua residência, sita na Centralidade do Mussungue, com quem as forças se deslocaram para o museu, onde foi possível recuperar a máscara Mwana Pwo e a estatueta do Samanhonga, artefactos que haviam sido por si retirados da área de exposição, precisamente na sala de animação cultural e dissmulados no seu próprio gabinete, preparando para seguir com as mesmas na República de Cabo Verde.
O último funcionário envolvido na acção, foi detido pelas 16horas do mesmo dia, na via pública.
Os meios recuperados foram devolvidos a título de fiel depositário no referido museu, mediante termos legais, enquanto o processo-crime corre os seus trâmites.
Este jornal sabe que, os acusados já foram presentes ao magistrado do Ministério Público que aplicou contra os mesmos a medida de segurança pessoal mais gravosa "prisão preventiva", e posteriormente colocados em liberdade, isto na terça-feira, 25, sob Termo de Identidade e Residência (TIR) com a obrigação de se apresentar todas as sextas-feiras as autoridades.











