Clonagens de cartões multicaixas em Luanda tomam proporções assustadoras
Nos últimos dias, tem se verificado muitas queixas de clonagem de cartões multicaixa. O que mais preocupa é o facto de a situação agravar-se cada dia que passa, com as vítimas a lançarem o grito de socorro.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com vários cidadãos entrevistados, o fenómeno de clonagem agora é um "bom negócio" que está fora do controlo das autoridades.
Num passado recente, acrescentam, a clonagem de cartão era somente praticada por cidadãos de nacionalidade congolesa, mas no contexto actual, proliferou-se pelo país, sendo que os jovens angolanos já entraram na onda, sobretudo os que fazem negócios com o Terminal de Pagamento Automático (TPA).
Vila de Viana e centro da cidade de Luanda são os locais onde os tais crimes têm ocorrido com maior frequência, por serem zonas com um número considerável de bancos.
Isto faz com que os jovens que fazem negócio com os TPA estejam concentrados nesses lugares, com o olhar sereno da polícia.
Eles agem de forma muito cautelosa de maneira que o proprietário do cartão não perceba.
No momento que um cliente se dirige a um jovem com uma máquina TPA a fim de tirar alguns valores monetários, eles pegam no multicaixa e introduzem na máquina e esta regista todos os dados do multicaixa: nome, número e a senha.
Com estes dados consegue fazer todos os movimentos que quiser.
Os casos recentes e semelhantes são de três cidadãos, dois na Vila de Viana, ao passo que, o outro teve lugar no Cassequel do Lourenço, onde depois de terem tirado o dinheiro do TPA, se dirigiram a um outro local para comprar alguma coisa, e foram surpreendidos com a informação de que as contas estavam vazias.
"Fui a um ATM no BPC para tirar 100 mil Kwanzas, mas infelizmente não tinha dinheiro, então me vi na obrigação de ir a esses jovens dos TPA, onde levantei 110 mil sendo que os 10 mil é o lucro dele", começou por explicar, acrescentando que "assim que se dirigiu a uma loja para comprar pão para os seus filhos, o seu cartão já não tinha dinheiro
"Fiquei tão furioso, porque eu havia consultado e na conta tinha 180 mil, menos os 100 mil, tinha que restar 80 mil, regressei à moça do TPA e a ameacei que se não devolvesse o meu dinheiro a levaria à polícia, mas ela me confessou, depois de tanta persistência, que no momento que eu riscava todo dinheiro ficou com ela", concluiu.
O assunto está tão grave que se aconselha a ter todo cuidado antes de se dirigir a um TPA para não cair na rede.
Joana Sandra, uma das vítimas aconselhou que se for para levantar dinheiro que seja numa cantina, loja ou então numa bomba de combustível por serem lugares seguros.







