Alta criminalidade em Cacuaco - Moradores do Augusto Ngangula reúnem-se para formar “turma do apito”
Os moradores do bairro Augusto Ngangula 3, sector 5, situado no município de Cacuaco, reuniram-se no domingo, 10, e decidiram formar um grupo de brigadistas, denominado “turma de apito” para acudir a falta de segurança que se regista naquela parcela do município de Cacuaco.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Durante o encontro, os moradores debateram sobre o elevado número de assaltos em residências, que se tem observado durante os últimos dias, que voltaram a dominar as noites e a tirar a tranquilidade dos moradores.
Estes assaltos, segundo os populares, criou uma onda de insegurança no seio do bairro. "Temos que fazer alguma coisa, se formos esperar pela polícia nunca teremos resultados, o que importa neste momento é formar a turma do apito, não podemos admitir que todos os dias os bandidos arrombam às nossas casas e só ficamos a olhar", atirou um dos responsáveis.
Maria, nome fictício, disse que os bandidos aparecem sempre armados, e são constituídos maioritariamente por adolescentes, tal quanto se notou durante um assalto a uma residência na madrugada de quinta-feira, 07, próximo à igreja Assembleia de Deus Pentecostal, Congregação Monte do Senhor.
“Foi frustrado, a ponto dos bandidos abandonarem a pistola no local, é assim que temos que agir”, decidiram.
“Os bandidos entraram em casa de um dos nossos vizinhos, mas houve resistência, os filhos do dono conseguiram correr com os bandidos, e durante a fuga deixaram ficar a pistola e um telefone", contaram.
Na mesma semana, uma outra residência localizada na rua da Antena da Unitel, próximo à Escola das Madres, foi alvo de assalto.
"A nossa vizinha quase foi morta pelos bandidos, levaram vários pertences e ainda tentaram levar a criança porque a família já não tinha mais dinheiro para dar, graças à Deus não aconteceu o pior", suspiraram.
Os moradores, queixam-se da falta de policiamento na zona, e apelam a polícia no sentido de criar mecanismos para salvaguardar a vida e os bens das pessoas.
"Ao lado da escola Walter há um posto policial, em caso de emergência eles alegam sempre que não têm viatura, por outro, o número de efectivos é muito reduzido, dois ou três polícias”.
No final da reunião, foi constituído um núcleo que, doravante, vai vigiar as noites do bairro.







