Abandonada pelo marido caboverdiano- Cidadã com cinco filhos prepara-se para viver na rua
Uma cidadã identificada por Isabel Simão Gunga, de 42 anos de idade, residente no bairro Auto-Vidrul, município de Cacuaco, enfrenta várias necessidades depois de ter sido abandonada pelo marido, de nacionalidade caboverdiana, numa casa arrendada, com cinco filhos, há mais de quatro anos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Dada a situação, lança o grito de socorro à sociedade no sentido de ajudá-la a ter um sítio onde possa viver com a família que cuida sem o apoio do pai.
Segundo narra a senhora Isabel, o seu marido, Eugénio Catarino da Mata, funcionário da empresa Omatapalo, a terá abandonado numa casa arrendada, no momento em que a sua última filha de quatro anos de idade ainda se encontrava com alguns dias de vida.
"Ele despediu-me a dizer que iria para o município do Soyo, província do Zaire, em missão de serviço, e até agora não voltou", disse, sublinhando que quando telefona para ele, finge que não consegue falar devido ao mau estado da rede telefónica.
"Quando a renda de casa terminou, fui posta na rua com os meus filhos", contou.
A senhora foi socorrida por um vizinho, que a colocou numa casa de dois quartos, em péssimas condições, para que pudesse nela ficar por data determinada.
"Esta casa foi-me dada para morar nela apenas alguns meses, mas já estou há muitos anos; e o dono precisa da casa para reabilitá-la e não tenho para onde ir com as crianças", disse, asseverando que a casa que alberga a sua família não oferece segurança.
"A minha vida é de sacrifício, a casa não tem energia eléctrica, quando chove é invadida pelas águas que já provocaram fissuras em todas as paredes´”. Com idades entre os 4 e 15 anos de idade, nenhum dos filhos frequenta a escola, nem sequer possuem registo de nascimento.
"Os meus filhos não têm documentos, não estudam, mas graças a Deus, mesmo nestas condições não se desviaram para o mundo do crime", relata.
Desesperada com a situação a qual se encontra, dona Isabel lança um apelo às autoridades e a sociedade em geral para que a ajudem a livrar-se da situação em que se encontra.







