Subida dos preços da cesta básica leva consumidores ao desespero
Os preços da cesta básica e outros bens essenciais registaram uma subida vertiginosa, desde o mês de Agosto, situação que está a agravar a condição de vida de muitas famílias angolanas.
Por: Cambundo Caholua
Numa ronda feita esta terça-feira, 19, aos mercados do 30, Estalagem, Congolenses e das Mangueirinhas, assim como em algumas lojas e cantinas, a fim de constatar os preços aplicados nestes locais, foi possível ouvir o clamor não só dos consumidores como também dos vendedores.
Notou-se, por exemplo, que o preço do açucar, o óleo vegetal, o arroz e o peixe carapau estão dentre os produtos que mais alteram os preços.
Comparando o mês de Agosto e Setembro do ano em curso, verifica-se que o saco de açúcar de 50 kg custava 38.000 kz, mas agora está ao preço de 75.000 a 80.000 kz, ao passo que, 20 litros de óleo vegetal anteriormente comercializados a 18.800 kz, agora passou a custar 35.500 kz, já o saco de arroz que variava, dependentemente da qualidade, que se situava entre 16.500 a 17.600 Kz, agora está sendo comercializado ao preço de 21.500 a 22.000 kz, enquanto a caixa de coxa de 10 kg passou de 13.500 a 15.000kz, enquanto que, a caixa de asinha de frango que custava 17.000, agora custa 19.500 kz.
A massa alimentar passou de 3.900 a 4.300, para 5.500 a 6000 kz, finalmente, a caixa de carapau que era vendida a 37.000, agora custa 42.000 kz.
Dona Celma lamentou os preços que estão a ser praticados e deixou um apelo ao Executivo de João Lourenço para que se compadeça com o sofrimento do povo e encontre soluções urgentes e eficazes.
"Não sei onde vamos parar, olhando conforme a comida está cara. É triste e muito lamentável, o Presidente da República tem que olhar mais para os pobres, não devem apenas nos precisar na hora do voto", recomendou, referindo que ela como doméstica com um salário de 50 mil Kwanzas não tem como comprar uma caixa de peixe acima de 40.000 mil kwanzas.
Já um comerciante de nacionalidade maliana, identificado apenas por Madeba, em poucas palavras, disse que as alterações dos preços não dependem dos comerciantes.
"Os preços quando sobem, nós, os comerciantes, não somos culpados, porque também compramos os produtos caros. Temos o compromisso com os trabalhadores, então precisamos retirar os lucros para pagarmos os nossos funcionários", esclareceu.
Quanto ao comércio a retalho, o quilo de arroz que era comercializado entre 700 e 800 kz, agora estar a custar 1.500 a 1.650kz, ao passo que, o quilo de feijão que era 800 a 900 kz, actualmente estar a ser vendido não menos que 1.600, defende que a alteração dos preços é feito em função daquele que se aplica na fonte. ´
Por outro lado, devido o alto preço do açúcar, os jovens vendedores de café e as vendedoras de kissangua também alteraram os preços.
O copo de café que era comercializado a 100kz, agora está a 200 ou 250 kz, dependente da qualidade.
Ao passo que as mamãs vendedoras de quissángua que comercializavan um copo a 50 kz, as mesmas não alteraram o preço, apenas diminuíram a quantidade do produto, colocado no recipiente mais pequeno.







