Comandante Geral da Polícia Nacional recebe cumprimentos de fim-de-ano
O Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário-geral Arnaldo Manuel Carlos, recebeu os cumprimentos de fim de ano de membros do Conselho Consultivo dos Órgãos Executivos do CGPN nesta sexta-feira, 28, no salão nobre do Instituto de Ciências Polícias Osvaldo Serra Van Dúnem
Por: Kihunga Bessa
A actividade contou com a presença de mais de 200 efetivos dos quais o Inspector-geral da Polícia Nacional, conselheiros do Comandante-geral, Oficiais Comissários, Subchefes, Agentes e trabalhadores civis.
Na sua intervenção, o número 1 da Polícia disse que o momento é de reflexão, e enalteceu o trabalho árduo e comprometimento dos efectivos, demonstrado ao longo do ano 2023, e afirmou que vai continuar a privilegiar o diálogo entre a polícia e o cidadão, no âmbito do trabalho de policiamento de proximidade, visando elevar a relação de confiança e de colaboração, em busca de soluções para os desafios complexos que se colocam no domínio da segurança pública.
Para o ano de 2024, o oficial da Polícia avançou que as atrações e perspectivas de trabalho estarão ligadas à execução das tarefas constantes no plano estratégico de desenvolvimento da Polícia Nacional.
Na sequência, o Comissário-geral aproveitou para fazer uma avaliação preliminar da situação da criminalidade referente ao ano que se apresta findar, onde foram registados 62.805 crimes de natureza diversa, havendo uma diminuição de 1.749 casos, comparativamente ao ano passado.
Destacou ainda que a redução dos crimes tiveram maior incidência nos crimes violentos como os homicídios, que conheceram uma redução de 226 casos, ofensas a integridade física com menos 578 e os crimes de roubo com menos 382 casos, o que permitiu igualmente observar que os crimes praticados com recurso a armas de fogo conheceram uma redução de 12%, e que 71% de todos os crimes registados foram praticados por pessoas conhecidas ou da família das vítimas por questões banais da vida quotidiana.
Arnaldo Carlos avançou ainda que, 29% dos crimes registados foram praticados por marginais desconhecidos, muitos dos quais acabaram detidos na sequência das investigações policiais. Explicou, por outro lado, que apesar da tendência de redução da criminalidade que se regista nos últimos cinco anos, continua a constituir preocupação os crimes violentos, devido o seu impacto "negativo" no sentimento de segurança dos cidadãos, bem como os actos de violência contra a mulher, no seio da família, com realce para os crimes de violação sexual, envolvendo menores como vítimas, cujos autores são geralmente pessoas que tinham obrigação de cuidar das crianças.
Segundo o responsável, constitui ainda preocupação os actos de vandalismo de bens públicos, com realce para os que incidem sobre as torres de transporte de energia elétrica de alta tensão, linhas ferroviárias e pontes metálicas.
" Para por cobro a estes actos, seremos implacáveis na execução de medidas policiais e judiciais", prometeu.
Continuou que foram registados 13.597 acidentes de viação, que causaram 2.915 mortes, havendo um aumento de 37% em relação ao ano passado e 16.847 feridos, mais 31% que o período anterior, bem como danos materiais incalculáveis.
"Essas cifras são bastante preocupantes, pois revelam um quadro sombrio que resulta tão somente da inobservância das regras do código de estrada, bem como do não acatamento dos conselhos e orientações que tem sido passadas pelas forças de segurança rodoviária durante as acções de fiscalização e sensibilização dos utentes da via", analisou.
O Comandante-geral garantiu que em 2024 as forças da ordem vai continuar a trabalhar, no sentido de melhorar cada vez mais a qualidade dos serviços prestados à população, bem como continuar a promover o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais do cidadão.
" Tudo isso exige de todos e de cada um de nós a observância rigorosa e permanente dos valores éticos e deontológicos, imanentes ao exercício da atividade de segurança pública, como o patriotismo, o profissionalismo, o civismo, a disciplina, a lealdade, a dignidade humana, a honestidade, a coragem, dentre muitos outros", disse.
Ainda para o ano 2024, informou que, as atenções e perspectivas de trabalho estarão ligadas à execução das tarefas constantes do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Polícia Nacional, referindo as seguintes.
Consolidar a tendência decrescente da criminalidade, dando especial atenção ao combate ao crime violento.
Aprimorar as acções de combate a vandalização de bens públicos; dar continuidade a instalação de meios e equipamentos de ponta ao longo das fronteiras nacionais para o reforço do seu controlo e combate a imigração ilegal, contrabando e outras práticas ilícitas, etc.
No final, exprimiu os seus agradecimentos aos órgãos de Defesa e Segurança, pela estreita cooperação, a Comunicação Social pela ajuda na difusão de notícias e informações úteis para o desenvolvimento da actividade, e a população em geral, pelo espírito de denúncia que vem cultivando.







