Revistadas em partes íntimas: Autoridades encerram loja da Lindeza Shopping por maus-tratos aos funcionários
Funcionárias do estabelecimento comercial nave D 01 "New Feeling", situado no interior do estabelecimento comercial Lindeza Shopping, localizado no distrito urbano 11 de Novembro, município do Cazenga, denunciaram recentemente, por via das redes sociais, maus tratos, ameaças à integridade física, por parte dos patrões de nacionalidade Chinesa
Por: Kihunga Bessa e Talamaku dos Santos
Depois da denúncia pública que viralizou nas redes sociais, na manhã desta sexta feira, 05, uma equipa multissectorial composto por efectivos do SIC, IGT, Bombeiros, SME e ANIESA, trabalharam naquele local para constatar in loco a situação, e terminou com o encerramento do referido estabelecimento, devido a várias irregularidades ali existentes.
Segundo as funcionárias, os responsáveis da empresa são de nacionalidades chinesa, e criaram um método de revista aos trabalhadores que desrespeita os padrões da moral e privacidade física.
Os actos acontecem durante a saída das funcionárias após o labor, provocando sentimento de revolta e transtornos psicológicos.
"Eles, com desconfiança que tenhamos furtado algo da loja, submetem-nos a todo tipo de humilhação, caso alguém se recuse, chegam a bater na cara e ser despedida", contaram.
Uma das funcionárias, cujo nome não será revelado, em entrevista ao Na Mira do Crime explicou que algumas funcionárias, recentemente, reivindicaram o modo como são tratadas, “mas uma colega foi esbofeteada por não permitir que lhe fosse introduzido os dedos nos órgãos genitais”.
“Não tem sido fácil trabalhar aqui, os salários só chegam 40 mil kwanzas e não temos hora de saída… Aqui quando entras já não podes sair, até a hora que eles acharem que tens que sair, ninguém pode sentar, ainda que estejas cansada, eles são arrogantes, tudo por nada é marcado por descontos no salário, que já é pouco, nos tratam como escravos", denunciaram.
Os empregados apontam o dedo acusador a cidadã chinesa identificada por Ana, como sendo a mais arrogante.
"Muitas de nós já não usamos roupas íntimas para não passar vergonha durante a revista, os dedos delas chegam a ferir as nossas partes íntimas", acusaram.
Diante do inquérito realizado, Hamilton Ribeiro, um dos responsáveis da IGT, explicou que a situação fere a lei geral do trabalho, uma vez que o trabalhador deve ser tratado com respeito em consideração pela sua dignidade e integridade.
"Constatamos muitas irregularidades uma das quais tem haver com o salário mínimo nacional " disse.
Abrão Alexandre, supervisor de segurança da Lindeza Shopping, diante dos nossos microfones avançou que toda esta situação acontece por causa de alguns funcionários que, ao invés de apenas trabalharem e receber o que lhe é devido, aproveitavam introduzir meios roubados dentro das vestes, causando inúmeros prejuízo à empresa.
"Foi daí que surgiu a rigorosidade de um controlo no final do dia, antes da saída, que deixou as senhoras irritadas e fizeram o vídeo em sua defesa", disse.







