Terrenos não bastam - Vítimas das chuvas no Bengo querem chapas para construir casebres
As mais de duzentas famílias que perderam as suas residências na sequência das chuvas, recentemente nos bairros Caboxa, Bula, e Kawango, no município do Dande, província do Bengo, já recebem da administração local, lotes de terreno, na zona das Mabubas, para o seu reassentamento. Mas enquanto não se constroem casas condignas, há que construir casebres para minimizar a crise, mas para tal, faltam chapas de zinco, que administração já prometeu dar, mas peca pela demora da entrega.
Por: Kihunga Bessa
Segundo aquelas famílias, depois do sinistro, foram instaladas nos complexos escolares localizados na comuna das Mabubas, onde ficaram durante a quadra festiva. Mas com o reinício das aulas, esta segunda-feira,
viram -se obrigadas a abandonar os recintos para dar espaço aos estudantes. Dizem ainda que na manhã deste domingo, começou o processo de distribuição de lotes de 12 metros de largura e 15 de comprimento, na zona do 25 de Dezembro, onde as vítimas das primeiras inundações vivem há seis meses.
O NA MIRA DO CRIME deslocou se até àquela província, onde ouviu o grito de socorro daquelas famílias que gostaram da zona, mas acusam não haver transparência na distribuição dos espaços porte do administrador do Dande, já que há alojamento de pessoas estranhas à comunidade.
Engrácia Paulinho, mãe de cinco filhos, conta que, na última terça feira, foram prometidas chapas para erguerem casebres, para mitigar a situação, já que as chuvas podem cair antes de construir as suas residências, mas, até ao momento, continuam ao relento, porque a administração "não cumpre a promessa".
"Continuamos no perigo porque vieram nos deitar na mata onde estamos a dormir porque as chapas que prometeram nunca chegam", disse.
Quem também falou para a nossa reportagem é Adão Tuba que gostou da zona, mas teme pelas chuvas que podem estragar o pouco que restou por estarem ao relento, e apela ao governo no sentido de aprimorar a distribuição das chapas para evitar situações piores.
Vale recordar que além dos bairros supracitados, ficou também condicionado o acesso ao Instituto Superior Politécnico do Bengo, o Magistério Kimamuenho e o Estabelecimento Penitenciário do Caboxa.







