ISIA: Aumento dos emolumentos de 60% leva estudantes a manifestarem na Fidel de Castro
Mais de quinhentos alunos do Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola (ISIA), que saíram à rua na terça-feira, 30 de Janeiro, às 09 horas, manifestaram-se defronte do referido instituto, localizado na Via Expressa (Benfica), criando transtornos na via pública.
Por: Kiamukula Kanuma
O aumento repentino dos emolumentos na ordem de 60 por cento, a falta de condições tal como obras por concluir há 5 anos, mais de 140 alunos numa única sala sem climatização, falta de laboratórios para análises clínicas, informática sem equipamento a altura das exigências, entre outros, estão na ordem do tumulto que levou à intervenção da Polícia anti-choque.
Usana Inês Yana, estudante universitária, falando ao Na Mira do Crime disse que “estamos a nos manifestar contra a subida dos emolumentos a 60 por cento; não se percebe por exemplo que o estágio do curso de Saúde que antes pagavamos o preço de 15 mil Kwanzas, este mês passou para 80 mil Kwanzas; o curso de Gestão Bancária e Seguro, que anteriormente pagávamos 10 mil Kwanzas, subiu para 50 mil Kwanzas, sem aviso prévio e nesta fase do meio do ano lectivo?", questiona indignada.
Olga da Piedade, estudante do quarto ano de Enfermagem refere que "ainda não fizemos o estágio pré-eliminar, do terceiro ano, que pagamos ao preço de 45 mil Kwanzas e já estão a exigir que paguemos o estágio do quarto ano ao preço de 80 mil Kwanzas,
isto é absurdo, se ainda não chamaram para fazer o primeiro estágio que é do terceiro ano, já obrigam a pagar o último que é do quarto ano?", interroga estupefacto.
Nós estudamos aqui e soubemos que não há condições por falta de equipamentos…mais querem dinheiro, asseverou?
Segundo os estudantes, tudo não passa de uma grande aldrabice apenas para usurpar dinheiro. "Estudamos aqui mas não aprendemos a fazer nada, não sabemos nada, depois querem encaminhar-nos para os hospitais sem sabermos como soturar, aplicar uma injecção, um soro, isso porque a Universidade não tem capacidade e não dá estágio. Fizemos aqui as matrículas, fruto de propaganda enganosa, o laboratório que outrora existiu pegou fogo no ano passado, restou um microscópio para contar história, está inutilizado", denunciam.
Álvaro Miguel, outro estudante, disse que, "falando de laboratórios é conversa para boi dormir, não há material de bioquímica, só para citar um. Devo dizer que estamos numa manifestação pacífica com base na Lei 17/16, artigo 1 à 3; quando há subida dos emolumentos/propinas deve-se emitir um aviso prévio aos estudantes, a Universidade feriu o contrato que mantínhamos, forçamos uma reunião com a direcção do ISIA, mas notamos que eles não tinham vontade de negociar, já vamos na terceira manifestação, duas no ano passado e esta".
A reportagem do Na Mira do Crime abordou Santos Morais Nicolau, presidente do ISIA, mas mostrou-se indisponível para nos atender prometendo fazê-lo numa próxima ocasião.







