Salários ao binóculo - Trabalhadores da Textang ll preparam-se para entrar em greve
Os mais de mil funcionários da empresa fabril de calçados e uniformes (E.F.C.U-E.P), na Textang ll, sita no município do Cazenga, em Luanda, estão há três meses sem salários e, por este facto, prometem paralisar os serviços nos próximos dias, caso não se resolva a situação
Por: Kihunga Bessa
E.F.C.U-E.P (Empresa Fabril de Calçados e Uniformes Militares - Empresa Pública) pertencente ao Ministério da Defesa e Veteranos da Pátria, segundo os trabalhadores, não pagou salários dos últimos três meses nem o subsídio de Natal pessoal, o que os deixa agastados.
Jorge Miranda, um dos trabalhadores disse que a situação é difícil e constrangedora para as famílias que têm escola por pagar, assim como outras despesas por fazer. "Os meus filhos já foram enxotados da escola, por falta de dinheiro e preocupa-me porque aproximam-se as provas", manifestou.
Quem também mostrou a sua insatisfação é Margarida Domingos, mãe de cinco filhos, que já trabalha há 12 anos na referida empresa, segundo a qual a vida está cada vez mais difícil. Agora, está preocupada por não saber quando poderão ser pagos os seus salários.
"O mais difícil que pareça é que só estamos na esperança, mas sem saber de concreto quando seremos pagos e quanto tempo mais pode se arrastar está situação", frisou.
Dadas as dificuldades que os trabalhadores da Textang ll atravessam, o NA MIRA DO CRIME ouviu o especialista Pedro Tiago Agostinho, formado em ciências económicas e gestão de empresas, que defende o interesse daqueles trabalhadores e apela ao Estado para que resolva a situação por se tratar de empresa pública.
"Sabe-se que o país não está num bom momento financeiro, mas o Estado que é o responsável da empresa, por isso, deve resolver os problemas dessas famílias, visto que elas têm as suas necessidades básicas para cobrir", apelou.
Com um sindicato letárgico, os trabalhadores prometem paralisar os trabalhos caso a situação prevaleça.







