50 milhões de kwanzas: Porto Pesqueiro com taxas duas vezes mais que os portos normais
Burocracia no processo de exportação, taxas elevadas no Porto Pesqueiro e a falta de higiene nas zonas de venda, vulgo (lotas), estão entre os desafios dos pescadores em Luanda.
Por: Mbengui Pedro
Para atracagem de um navio de pesca industrial no Porto Pesqueiro, o armador é obrigado a desembolsar cerca de 50 milhões de kwanzas, contra os 25 cobrados no terminal da Unicargas, por exemplo, refere a fonte do Na Mira do Crime, sublinhado que as condições nos pontos de comercialização atentam a saúde, por isso sugere que se criem mercados do peixe fora das praias.
Luanda tem registadas cerca de 75 empresas de pesca industrial e semi industrial e, 200 cooperativas, que enfrentam dificuldades na tramitação de processos para exportarem o pescado, o que segundo a fonte acarreta custos enormes, devido os dias que o navio permanece no Porto.
A medida do Ministério das Pescas que obriga os navios industriais a saírem da zona de pesca para virem até a costa para descarregar e depois voltarem no alto mar é igualmente desgastante e oneroso, porquanto, enfatiza que existem navios de pequeno porte especiais para o transporte do peixe.
Questionado sobre o elevado preço do peixe nos mercados tratando-se produto nacional, a fonte justificou, atribuindo a culpa ao Executivo que até agora teima em subvencionar os combustíveis para a pesca Industrial.
"Um litro de gasóleo custa 900 kwanzas, contra os 130 para o uso comum. A subvenção só abarcou a pesca artesanal e que não atende a demanda", implorou.
As alterações climáticas também estão associadas a escassez do peixe, dali a necessidade de os operadores do sector investirem na inovação, bem como a apostarem na maricultura, ou criação de peixe no mar, enquanto o peixe natural está a escassear.







