Alega que só queria dar surra - cidadão paga 30 mil Kwanzas para mandar matar amante da esposa
Tiago Caculo Cayeye, de 30 anos de idade, autor moral e confesso da morte de Segunda Pingavana, de 38 anos de idade, moto-taxista de profissão, suposto amante da mulher, em declarações ao NA MIRA DO CRIME, disse que não mandou matar o rival, apenas mandou dar-lhe uma surra, pelo facto deste namorar a sua esposa. O crime ocorreu na madrugada do dia 09 de Fevereiro, no Zango I, município de Viana.
Por: Kiamukula Kanuma
Elisa Nanguente, de 27 anos, esposa de Pingavana, disse ter visto o marido pela última vez no dia 08, às 19 horas, quando lhe disse que iria trabalhar, e não mais voltou. "Tomei conhecimento às 05 horas que o meu marido foi raptado", conta.
Apercebendo-se da porta arrombada, ela disse que foi informada que tinham aparecido três moços a bordo de uma viatura. "Arrombaram a porta e levaram o Segunda e a motorizada que era o seu instrumento de trabalho", precisou.
"No dia 12, às 12 horas, o irmão mais velho do Segunda comunicou-me que o corpo foi encontrado na morgue central, na câmara 05", disse, referindo que o seu marido nunca escondeu a existência de pessoas que o perseguiam.
"O Segunda dizia sempre tinha problemas sérios, já que namorou uma moça cujo marido ameaçava-lhe de morte", revelou.
Rita João, de 25 anos, a amante, asseverou que já estavam separados por 06 meses, mas Tiago não consentia a separação, andava a perseguí-la na companhia do seu namorado. "Dizia sempre que o meu namorado não vai gostar do que lhe vai acontecer, então acabou por fazer o que sempre prometeu", referiu.
Quintino Ferreira, porta-voz do Departamento de Investigação de Ilícitas Penais (DIIP), fez saber que “o rapto terá acontecido às 02 horas de sábado, ao amanhecer o corpo foi descoberto pela população estatelado no chão nos arredores do condomínio Vida Pacifica, com cortes e perfuração.
A acção foi cometida por três indivíduos que para além de levaram a vítima levaram também a motorizada, tudo por razões passionais.
O mandante foi o marido que garantiu aos assassinos 30 mil Kwanzas para agredirem-no fisicamente, a verdade é que acabou em morte e os autores estão em fuga.
O DIIP desenvolveu acções investigativas e, na sequência, capturou o mandante já em fuga, na província do Bengo, mais concretamente na cidade de Caxito.







