Cansados com expulsões - Bolseiros internos acusam Director do INAGBE de má gestão
Milton da Silva Chivela, Director do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo – (INAGBE), é acusado pelos estudantes bolseiros internos de graduação e pós-graduação de má gestão na atribuição dos complementos das bolsas; pelo que clamam pela sua exoneração imediata.
Por: Kiamukula Kanuma
Os Estudantes Bolseiros Internos (EBI) que se vêem injustiçados, dizem ser um grupo de bolseiros Internos sob tutela do INAGBE, por isso, exigem que a instituição assuma as suas responsabilidades.
"Viemos por este meio denunciar e solicitar a intervenção urgente do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, da Procuradoria Geral da República (PGR), de activistas cívicos e da sociedade, em geral", rogam.
Dizem que vivem esse dilema há 4 anos, a partir da altura em que Milton Chivela passou a dirigir os destinos do INAGBE. "A gestão no Instituto vai de mal a pior; Chivela tem demonstrado falta de interesse com o Instituto e concomitantemente com os Estudantes", diz uma nota dos bolseiros a que este Jornal teve acesso.
Segundo o regulamento do INAGBE, lê-se, os pagamentos devem ser feitos mensalmente, mas Chivela cumpriu com o estipulado apenas no primeiro ano que assumiu o cargo de director.
Mas nos últimos anos, o responsável decidiu burocratizar o processo, assinando um protocolo de pagamentos directos às instituições.
Como consequência, os estudantes são expulsos das salas de aula, proibidos de fazer exames e expulsos por falta de material, e por atrasarem os pagamentos.
"Milton Chivela, nos últimos dois anos, só paga quando se apercebe que os estudantes estão a providenciar uma manifestação e, para apaziguar e manter os ânimos calmos, efectua pagamentos a um número ínfimo de estudantes, que, por sua vez, passam a coagir os outros a desistirem da manifestação", revelam em nota.
Madalena Pontes bolseiros no Instituto Superior Politécnico Privado do Zaire (ISPPZ), disse que, sendo instituição privada, quando não se faz o pagamento atempadamente corre-se o risco de perder os exames.
"Somos expulsos da sala de aulas, para além de que o todo aluno do interior do país tem que se deslocar a Luanda para renovação do subsídio da bolsa", disse a jovem que sugere que o INAGBE tenha representações provinciais.
"Representação provincial está na forja"
A reportagem deste jornal ouviu, em exclusivo, Milton Chivela, director geral do INAGBE para quem, o Decreto Presidencial 163/22-21 de Janeiro, altera a forma como o INAGBE paga o complemento de bolsa ao Estudante.
"O valor do subsídio é de 55 mil e 800 Kwanzas mensais; mas quando o valor da propina é superior a estes, o INAGBE paga as obrigações e o valor em falta é da responsabilidade dos encarregados", esclareceu.
Por isso, acrescentou, a renovação do subsídio da bolsa é da responsabilidade das universidades, que já foram orientadas para criarem pontos focais que fossem responsáveis pelo processo do INAGBE, sendo que todos os serviços, como candidaturas, renovação são feitos online; o sistema já define que este valor é para a Instituição e este é o remanescente e vai para o estudante.
"Infelizmente, algumas Universidades não o fazem", lamentou, deixando no ar a promessa de que a representação do INAGBE nas províncias é um projecto em forja, estando apenas a acautelar aspectos logísticos.







