No Cazenga - Pai nega paternidade porque o filho é deficiente
Rosalina Sebastião Simão, de 30 anos de idade, residente no bairro das Bananeiras, Distrito Urbano do Kalawenda, município de Cazenga, não consegue registar o filho de 13 anos, porque o pai recusa a paternidade em função da deficiência que o menino contraiu.
Por: Cambuta Vieira
Desde o princípio da gravidez, Rosa sempre dependeu dos pais, mas depois de o menino Pinheiro Simão da Silva nascer, a mãe levou-o bebé aos avós paternos, e estes fizeram um ritual para atestar a real paternidade e provaram que, de facto, era mesmo deles, tendo o pai aceitado que estava diante do seu filho primogénito.
Rosa mudou-se para a casa do marido, onde viveu um mês, e a relação ia de mal há pior ao ponto de os pais de Rosa decidirem que a filha regressasse para a casa dos mesmos.
Tudo corria na normalidade até que, aos 8 meses, Rosa detectou alguma anomalia e, de imediato, foi ao hospital David Bernardino, onde concluíram que era um menino especial.
"Desde que foi diagnosticado com esse problema, o pai não quer saber nada dele, não se importa em saber se come e veste; os avós também não ligam; às vezes, quando não tenho, vou ao mercado do Asa-Branca apanhar as camisolas para ele usar", disse Rosa.
“Eu não trabalho, vivo em casa de alguém, muitas das vezes, o menino tem de ficar na minha mãe, por causa da alimentação, eu já nem sei o que devo fazer, preciso de apoio”, suplicou.
Ela conta que já pensou em suicidar-se, por várias vezes, ao ponto de ter despejado petróleo sobre o seu próprio corpo e no do Pinheiro, mas a pronta intervenção dos pais evitou que ateasse o fogo.
Tudo o que mais precisa, de momento, é ajuda para puder registar o filho, uma cadeira de rodas e algum dinheiro para fazer negócio para sustentar o seu filho.
O pai do pequeno Pinheiro responde por Adilson Miguel Silva, de 32 anos de idade, é serralheiro de profissão.







