Entre opiniões favoráveis e desfavoráveis a figura do ”intermediário” toma proporções que necessitam de regras
A presença do “intermediario” em diversos negócios tornou-se uma realidade, nem sempre positiva, no mercado angolano. Actualmente estima-se que 75% dos negócios são realizados com a participação de intermediários, no território nacional, com destaque para a cidade capital, Luanda.
Por: Kihunga Bessa
Há lguns anos atrás, o arrendamento de imóveis em Luanda era um assunto simples de se resolver, diferente do que acontece hoje.
A figura da 3° pessoa, vulgo “intermediário”, tomou proporções que, em alguns casos, chegam a ser alarmantes.
Actualmente, para se arrendar uma casa ou mesmo para se realizar um negócio entre duas pessoas, surge a figura de um terceiro elemento intitulado intermediário.
Tais indivíduos, que estão a dividir opiniões em várias esferas da sociedade e também por parte de internautas, estão a ganhar um maior protagonismo na realização de negócios, chegando mesmo, em alguns casos, sobretudo no que toca ao arrendamento de uma residência, a sobrepor-se ao proprietário do imóvel, a pontos de impor condições ao cliente.
O jornal Na Mira do Crime apurou, depois de ter ouvido alguns municipes de Luanda, que as opiniões são diferentes do ponto de vista individual. Uns defendem ter encontrado facilidades em determinado processo, pelo facto de não ter sido necessário, enquanto cliente, sair de casa para procurar um imóvel para arrendamento, ou vice-versa, porque o intermediário faz questão de deixar tudo pronto para a realização do negocio por ambas as partes.
Por outro lado, muitos partilham de opinião oposta e, nas suas declarações, alegam várias insatisfações causadas pelos intermediarios, dizendo que se tornou mais dificil um processo de negociação pelo facto de o cliente não tratar directamente com o proprietário do produto ou do imovel, para os devidos esclarecimentos.
Em vez disso, tudo passa por essa “3° pessoa” que se aproveita da situação para estorquir valores exorbitantes e, relação aos preços do arrendamento mais do que o previsto da parte do cliente, tirado a assim a possibilidade de um melhor ambiente na relação das duas partes interessadas do negócio.
Geralmente é o cliente, que é o necessitado, que tem sido extorquido por tais elementos. Mas casos há tanto proprietário como o cliente são vítimas do “intermediário”, caso queiram concluir o negócio. Há conhecimento de casos de prorietários e de clientes que, por resistirem às intenções do “intermediário”, sofreram ameaças e até violência física.
A “classe” dos intermediários tem crescido bastante e vai ganhando terreno em todo país, fruto também do alto índice de desemprego e falta de oferta de trabalho vigente no país.
Enquanto isso, em face a atitudes negativas que já vão acontecendo em determinados negócios, principalmente no que toca ao arrendamento de residências, em que muitos cidadãos têm sido vítimas de fraudes, é urgente que se estabeleçam regras para o exercício de tal actividade!







