Mulher sofre há dois anos aguardando por cirurgia: Hospital Josina Machel alegava que a fase gratuita estava encerrada
Maria Francisco Quiluanje, de 29 anos de idade, encontrava-se na via pública (rotunda do Camama), quando a encontramos na companhia de dois missionários da Igreja Pentecostal (Ministério Efecesta), a angariar dinheiro que lhe permita ser submetida à cirurgia de Jejunostomia, que aguarda desde que teve um parto mal sucedido feito em casa.
Por: Kiamukula Kanuma
De acordo Maria Francisco Quiluange, à data dos factos residente no Zango III, município de Viana, teve um parto normal em casa em 2021; mas, devido ao corrimento de sangue que não estancava, recorreu ao Hospital do Zango (vulgo Casa Amarela).
O bebé foi a óbito e ela transferida para o Hospital Lucrécia Paim dois dias depois. “Fui submetida a uma cirurgia e subtraíram o útero, colocando uma sonda vesical que me permite defecar e urinar”, disse.
Um mês depois concederam-lhe alta médica, conta, e orientaram para regressasse depois de um ano. Passado um ano, regressou ao Lucrécia Paím para retirarem a sonda de vesical.
Foi assim que a Maternidade Hospital Lucrécia Paím a reencaminhou para o Hospital Josina Machel.
“Neste Hospital aguardei de Janeiro a Março, por fim o corpo clínico orientou-me a ficar em casa mesmo nestas condições por mais um ano, diziam que estou desnutrida e não se podia fazer a introdução”, disse ao Na Mira do Crime.
Dois anos depois regressou ao mesmo Hospital Josina Machel e foi informada que o médico que a acompanhava encontrava-se ausente do País, Para o pai de Maria, senhor Francisco Quiluanje, “se hoje ela ainda está viva é por graça de Deus; as complicações são de vária ordem, vivemos numa correria no Hospital Josina Machel, dois meses lá, um mês em casa, diziam que tem que aumentar o peso, quando aumentou o peso voltamos lá e voltaram a dizer que tem que desinflamar os pés e assim por diante”.
“Hoje achamos que estão ultrapassados os impedimentos, até porque ela caminha com os irmãos da igreja a angariar dinheiro para a cirurgia, porque o hospital diz que a fase gratuita já passou, estou de mãos atadas”, lamentou.
A reportagem do Jornal Na Mira do Crime contactou a direcção do Hospital Josina Machel na pessoa do director Carlos Zeca que refuta as acusações e imediatamente reuniu a equipa técnica que está a dar solução ao caso.
Maria Quiluanje regressou na terça-feira (12) às 11horas, aos cuidados do Hospital Josina Machel.
O NMC fez-se presente e a equipa médica promete pronunciar-se apenas depois da avaliação do quadro clínico de Maria Quiluanje.
Na Mira do Crime agradece a pronta intervenção da Direção do Hospital Josina Machel (Maria Pia).







