Jovem denuncia namorado e médica que a forçam interromper a gravidez no Sambizanga
Uma jovem, identificada por Mariela Lopes, de 24 anos de idade, denunciou o seu namorado, Gilberto Bento, que, em colaboração com uma médica, a forçam interromper uma gravidez sem o seu consentimento.
Por: Cambundo Caholua
Mariela e Gilberto mantêm uma relação de nove meses que resultou em uma gravidez. Quando entendeu comunicar ao parceiro sobre estado em que se encontrava, este, tido como reincidente nessas práticas, entra em contacto com uma médica do Hospital Distrital do Sambizanga, conhecida apenas por Otília, para solicitá-la a interromper a gravidez.
De acordo com a denunciante, tudo começou em 2023 quando ela conheceu Gilberto e, sem saber que o mesmo já tinha esposa, avançou para uma relação aparentemente séria, um namoro que dura cerca de 09 meses, e dele resultou uma gravidez.
"Neste momento, estou grávida de três meses. Quando contei a ele, decidiu levar-me ao Hospital Municipal do Sambizanga, para contactar a Doutora Otília, uma pessoa de sua confiança", disse.
"Fomos para lá no dia 22 de Janeiro, fazer consulta, o que eu não sabia é que ele já havia conversado com a referida doutora para me dar um diagnóstico errado sobre a minha gravidez e, em função disso, fazer uma raspagem", denunciou, referindo que, numa outra consulta, feita sem o consentimento do namorado, o Doutor que fez a ecografia disse que estava tudo bem com a gravidez.
A vítima disse que, a primeira vez (com o namorado), para a sua surpresa, assim que apresentaram os resultados da ecografia (no Hospital do Sambizanga) à doutora alegou que a gravidez era de risco.
"A doutora Otília disse que não estava bem, que era uma gravidez de risco, e o bebé não ia sobreviver e tinha que abortar o mais rápido possível para salvar a minha vida", revelou, tendo na sequência disso, sido pressionada pelo namorado, sem o consentimento da família.
Mariela afirma que, fruto da pressão, decidiu contar aos familiares sobre o que estava acontecer, e estes sugeriram-lhe ir a um outro hospital.
"Quando eu liguei para ele, a dizer que as minhas irmãs decidiram levar-me a um outro hospital para fazer consulta, ele deixou de atender o telefone", narrou.
Com as irmãs, foram à Maternidade Augusto Gangula, onde foi apurado que a gravidez não era de risco, conforme alegou Otília.
Segundo a nossa entrevistada, familiares de Gilberto, disseram que não é a primeira vez que ele decide interromper uma gravidez.
Várias jovens já o denunciaram por incorrer em tais práticas, sempre com a chancela da Doutora Otília.
Gilberto, por enquanto, está incontactável, nem mesmo as chamadas feitas pela nossa reportagem foram atendidas. Mariela deseja que ele apareça para, juntos, cuidarem da gravidez.







