Mais de 250 ex-trabalhadores da Sonangol reivindicam indemnizações que já perduram há 14 anos
Os cerca de 300 ex-trabalhadores da empresa Sociedade de Distribuição de Produtos Alimentares, S.A.R.L (SODISPAL), afecta à empresa petrolífera angolana, Sonangol, voltaram a manifestar-se, nesta quarta-feira, 27, para reivindicarem as suas indemnizações, uma situação que já perdura 14 anos.
Por: Cambundo Caholua
Pelo menos 05 manifestantes foram detidos e julgados sumariamente no Tribunal Provincial de Luanda, tendo sido aplicada uma caução de 90 mil Kwanzas, individualmente.
De acordo com um dos ex-trabalhadores, que não quis ser identificado, este processo começou nos meados de 2010, quando a SODISPAL, empresa do ramo de distribuição de produtos alimentares detida em 51% pela SONANGOL comunicou, na altura, aos mais de 300 trabalhadores que a firma iria encerrar, situação que causou muitos constrangimentos.
Entre vários aspectos, a SODISPAL, por via de uma comissão que estaria em frente para liquidar as dívidas, comprometeu-se a transferir os funcionários abaixo de 55 anos de idade para as outras subsidiárias afectas também à SONANGOL, ao passo que os trabalhadores maiores de 55 anos passariam à reforma, tudo acordado em reuniões documentadas.
Os ex-trabalhadores tentaram contactar a direcção da SONANGOL, no intuito de saberem como o processo estava a ser conduzindo, mas foram "fintados".
Decidiram, então, partir para as primeiras manifestações, fruto das quais foram chamados para receberem parte da dívida, num total de 15 mil dólares cada, o que acalentou as esperanças.
Relatam que depois de se efectuar aquele pagamento, a empresa nunca mais se pronunciou, o que forçou a realização de mais uma manifestação defronte a SONANGOL, na última quarta-feira, 27, após várias tentativas de negociações falhadas.
Na sequência desta manifestação, 5 dos ex-trabalhadores foram detidos e levados para a segunda esquadra, no Bairro Operário, onde passaram uma noite, tendo sido, de seguida, encaminhados para o Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, que os julgou sumariamente e os multou em 90 mil Kwanzas, na última quinta-feira, 28, e postos em liberdade.
Impacientes, os mesmos ameaçam sair outra vez à rua, caso os seus problemas não forem resolvidos.







