PIIM sem impacto - Munícipes de Cacuaco exigem explicações sobre obras abandonadas
A paralisação de 2 anos em que se encontra a obra do Plano Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM), referente à construção da vala de drenagem na zona do Agosmil, no município de Cacuaco deixa os munícipes insatisfeitos e exigem esclarecimento da administração local sobre o que realmente se passa.
Por: Kihunga Bessa
No passado dia 25 de Julho de 2022, foi lançada a primeira pedra para construção da vala de drenagem do Quitanga, na zona do (Agosmil), com o intuito de minimizar a situação de inundações que se verifica nas residências locais.
A cargo da empreiteira LUDAURA construções Lda, com um prazo da sua construção de apenas quatro meses, e com um orçamento no valor de Akz 698.812.333,00 a obra regista uma paralisação de aproximadamente dois anos, situação que inquieta aqueles munícipes.
João Paulino Neves, morador do bairro "Emanuel" que sempre vê a casa inundada na época chuvosa, conta que sentia-se aliviado com a construção da vala, mas que tornou-se apenas utopia desde o abandono da obra.
"O grande problema é que desde, que foi abandonada, a área transformou-se em matagal e um perigo para os transeuntes que por aí passam em direcção ao bairro dos pescadores", disse.
Quem também se mostrou descontente é a senhora Adelina Panzo que exige a fiscalização das obras do PIIM, para que se evite o seu abandono, mesmo depois de serem já acabimentadas.
O município de Cacuaco é rasgado por vários leitos, como: La Massa, Feu, Quitanga (vala do Agosmil) e outros, cujos cursos de água desses leitos, terminam no mar. Daí as inundações nos bairros junto da faixa litoral como os da Cerâmica, dos Pescadores, Emanuel, Mateba e Barra do Bengo.
Este jornal tentou contactar o administrador municipal de Cacuaco no sentido de ouvir as razões do abandono da referida obra, mas sem sucesso.







