País precisa criar 700 mil empregos ano
O emprego estagnou em 2023, revelam dados do Centro de Investigação Científica da Universidade Lusíadas de Angola (Cinvestec), a que o Na Mira do Crime teve acesso este domingo, 31 de Março.
Por: Mbengui Pedro
As alterações nas taxas de emprego e de desemprego contribuíram na estagnação nominal do emprego combinada com um 'estranho' abandono da força de trabalho por um número significativo de pessoas, o que coloca em reservas a qualidade de inquérito, do Instituto Nacional de Estatistica (INE), adverte o Cinvestec.
Os investigadores sustentam haver contrariedade nos dados visto que o boletim do INE sobre o emprego esteve suspenso quase o ano de 2023, tendo reaparecido apenas no 4.º Trimestre.
O número de empregos formais mantém-se em 2 milhões 280 mil.
"Se, até hoje, apenas fomos capazes de criar 2,3 milhões de postos de trabalho, como será possível criar os cerca de 700 mil empregos anuais para fazer face ao crescimento populacional", questionou.
A situação do emprego nas cidades é bastante grave avança ainda o relatório sublinhado que as condições de emprego são precárias, forçando quase todos os adolescentes e adultos a trabalhar, o que representa 90,6%.
De acordo com os investigadores a procura Interna de produtos Internos, podia ser satisfeita proporcionada por esta mão de obra.
"Apenas 41,9% dos felizardos que têm direito a algum tipo de remuneração, 69,2% são “biscateiros”
A taxa de informalidade rural mantém-se próxima do patamar de 96%, descendo de 96,2 para 95,5%.
Quase não há emprego formal no campo, o desemprego rural tem uma relevância muito relativa porque, aí, quase toda a população activa se dedica à produção agrícola tradicional.
O problema do mundo rural tradicional é a falta de mercados, sem os quais uma percentagem enorme da população rural se dedica à mera produção de subsistência, não tem qualquer reserva monetária ou de outro tipo e, vive quase exclusivamente do que produz para comer.
O abandono da força de trabalho por uma parte da população rural pode sugerir uma melhoria das condições de vida extremamente precárias em que vive o nosso camponês, ou, pura e simplesmente, uma redução da qualidade dos inquéritos após a suspensão nos três primeiros trimestre de 2023.







