Com novos capítulos - Bispo da Igreja Universal acusado de maltratar 'vítima' na Fogueira Santa
António Ferraz, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e representante de Edir Macedo em Angola, está a ser acusado de estar associado a vários ciclos e esquemas de corrupção tendentes a despejar a vítima da Fogueira Santa, cujo processo tramitou em juízo, a favor da vítima, que é o empresário angolano Adriano Gama
Por: Kihunga Bessa
Em Novembro de 2023, o Jornal NA MIRA DO CRIME retratou sobre um caso de 700 milhões de Kwanzas, envolvendo a ala brasileira da Igreja Universal do Reino do Deus e o cidadão Adrian Gama, ex-membro da IURD, que viu o seu património surripiado durante "a enganosa" campanha da Fogueira Santa. O caso apresenta, agora, novos contornos, com o lesado a ser a pessoa sacrificada, havendo um processo em curso que visa despeja-lo.
O empresário fala mesmo em tentativas de assassinato, com alegada conivência do comandante em exercício da esquadra da Urbanização Nova Vida, inspector Ortega Francisco.
Segundo Adriano Gama, António Ferraz foi citado em Novembro último como o grande mentor da tentativa de despejo da vítima da Fogueira santa, do apartamento onde vive a a título provisório.
No acordo celebrado entre as duas partes, a IURD tinha a responsabilidade de dar um apartamento com as mesmas características num período de um ano, já que o lesado para satisfazer os apelos do sacrifício durante a Fogueira Santa viu-se obrigado a ceder o seu apartamento.
Avançou ainda que, passados 03 anos, a IURD, na pessoa do bispo António Ferraz, recusa-se a fazer retaliação ao facto da vítima ter resgatado a viatura de marca Toyota Land Cruiser, V8 que, por sinal, estava atribuída ao bispo.
Sublinhou que na sequência dos factos, intentou uma acção junto do tribunal de Comarca de Belas, na quarta secção do cível com o processo 181/23 H.
"No dia 04 do mês em curso, fui surpreendido com o telefonema de um oficial de diligência, que se identificou como sendo Doutor Walter, a notificar-me para comparecer junto da quarta secção do cível no dia 08 de Março", disse, acrescentando que segunda-feira, 11 de Março, o mesmo deslocou se até à recepção do tribunal foi recebido pelo oficial que passou a informação que decorria um processo contra ele, que já tem um despacho de despejo e, naquele dia, não foi possível levar a referida notificação e muito menos ter acesso ao processo porque o tribunal estava sem tinteiros.
"Do ponto de vista legal, não é necessário fazer muito exercício para perceber que uma vez existindo tal processo, começa a existir fortes indícios de eventuais vícios no processo", segundo a vítima, que não se surpreende porque uma vez se tratando da Igreja Universal, a ala brasileira, não resta dúvidas, pois foi assim nos dois processos que intentaram junto do Serviço de Investigação Criminal, sem sucesso.
"Parece que a matriz da corrupção faz parte do DNA do suposto cristão Edir Macedo e seus comparsas, tendo em conta que de um tempo a essa parte, são associados a vários ciclos em esquemas de corrupção, para, no final, mostrarem aos seus seguidores que foi a mão poderosa de Deus que lhes ajudou, quando, na verdade, não passam de falsos profetas", disse a vítima.
Apelou, por isso, ao presidente do Tribunal Supremo e ao Presidente do Tribunal de Comarca de Belas, pois que, em seu entender, não é um procedimento legal, ou seja, tal prática deita por terra o esforço levado a cabo pelo Executivo na melhoria do sistema de justiça.
"Onde está a observância do princípio da presunção de inocência?", Questionou, concluindo que, na verdade, esse procedimento fere, de igual modo, o princípio da legalidade, parece que alguém está tentar escamotear a lei por motivações extras.







