Deputados da UNITA auscultam a sociedade civil no Lubango sobre as autarquias
Deputados do grupo parlamentar da UNITA apresentaram à sociedade na cidade do Lubango, província da Huíla, a sua proposta sobre o modelo de gestão das autarquias locais como factor determinante para o aprofundamento da democracia e do desenvolvimento sustentável de Angola.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Deputados do partido UNITA afectos à sétima comissão, ascultaram a sociedade civil na cidade do Lubango sobre a realização das autarquias locais em simultâneo em todos municípios do país e o seu modelo de gestão.
De acordo com o chefe da comitiva de deputados do grupo parlamentar da UNITA, Paulo Faria, num encontro com a sociedade civil na quinta-feira (11), o adiantamento da institucionalização das autarquias locais preocupa os cidadãos em todo país, e atribuiu culpas ao governo do partido no poder desde 1975.
“O grupo parlamentar da UNITA pensa que a institucionalização das autarquias locais em Angola é um imperativo”, disse, parafraseando as palavras do primeiro presidente do “Galo Negro”, Jonas Savimbi, quando dizia, “primeiro o Angolano, segundo Angolano, terceiro o Angolano, Angolano sempre”.
“A institucionalização das autarquias locais surge como chave para a resolução dos grandes problemas que enfermam o nosso país”, frisou, assegurando que o seu partido reafirma a sua determinação de unir os esforços com a sociedade, para a institucionalização das autarquias no país em todo território nacional.
No final do encontro, o coordenador da Aliança Cívica de Angola na Huíla, Manuel Gomes, referiu que “a institucionalização das autarquias locais vai garantir a descentralização das acções políticas”.
Manuel Gomes considera que a implementação das autarquias locais deve ser feita já, avançando que a autonomia do poder está concentrada e centralizada num único grupo.
Segundo Manuel Gomes, “tem havido falhas na implementação de certos projectos, para se dar prioridade àquilo que não faz parte das necessidades do povo, como tem sido aplicado pelo governo”.
Caso se efective a realização das autarquias, Manuel Gomes aconselha os órgãos de comunicação social públicos e privados a aplicarem-se mais na educação e moralização do cidadão, para conhecerem melhor as questões do país.
Sublinhou ainda que, “ao nosso nível vamos também fazer esse trabalho nos bairros, indo para os municípios e comunas”.







