Professor comete suicídio depois de ser flagrado a furtar perfume
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome António de Carvalho, de 52 anos de idade, morador do Bairro Popular, município do Kilamba Kiaxi, professor da escola Luanda Comunication Center (LCC), decidiu por fim a própria vida, jogando-se na linha-férrea onde foi colhido por um comboio, depois de ver um vídeo a viralizar nas redes sociais, onde o mesmo aparece a furtar perfume numa loja.
Por: Kihunga Bessa
O caso ocorreu no pretérito dia 06 do mês em curso, nas imediações do bairro Tunga Ngo, distrito urbano do Rangel.
De acordo com Afonso de Almeida, director geral do centro onde o malogrado leccionava, falou em exclusivo ao NA MIRA DO CRIME, e disse que António era um professor exemplar, e desde 2006, exercia “bem” o seu papel naquela instituição.
“No ponto de vista da transmissão do conhecimento, era um dos professores bastante querido aqui”, avançou, salientando que o caso surpreendeu a todos.
"Nos apercebemos da divulgação de um vídeo nas redes sociais, em que ele retirou de uma loja perfumes, sem fazer pagamento, acreditamos que, se não fosse pela exposição daquele vídeo nós ainda teríamos aqui o professor", disse.
No entanto, reprovou a atitude do colega, uma vez que “todo mundo olha para o professor como um espelho.
O responsável lamentou o infausto acontecimento, acrescentando que o centro perdeu um profissional, amigo e pai.
Este jornal ouviu o Dr. Alberto Caluvio, sociólogo e docente universitário para saber as motivações que leva o cidadão a cometer suicídio numa situação que teria pautado por outra via.
Caluvio lamentou o ocorrido, e explicou que o suicídio é fenómeno social e sociológico, onde envolvem muitas variáveis.
“Nós, como seres humanos, gostamos de olhar a nossa imagem, a nossa reputação. Mas também, infelizmente, a nossa sociedade angolana está a caminhar diante de uma anomia social, onde há perda de valores e a essência em que os problemas estão acumulados, num conjunto de vários factores, de tal forma chega um momento em que o ser humano não consegue mais suportar”.
"Quando vimos que a nossa imagem, nosso bom nome está a ser jogado na lama, então isso pode criar-nos um transtorno mental", disse.
O sociólogo apelou a sociedade que nestes casos haja mais serenidade, tolerâncias e pautar pela justiça, “o princípio da legalidade, e que se tenha a cultura de procurar um especialista na área da psicologia comportamental, assim como sociólogo, para fazer acompanhamento, de forma a se ter uma sociedade saudável”.







