Huíla – Vandalização dos comboios do CFM prejudica a empresa e a população
Apesar de os comboios do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) arrecadarem mensalmente, vários milhões de kwanzas na transportação de passageiros e carga, nos últimos tempos têm sofrido prejuízos em função da vandalização que os comboios têm sofrido ao longo do trajecto.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Os comboios do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) transportam semanalmente cerca de 700 passageiros que, a partir da Estação do município da Matala, se deslocam para várias localidades ao longo do ramal, com destaque para a província do Cuando Cubango e os municípios do Cuvango, Jamba, Quipungo e Lubango, por vários objectivos, entre eles negócios e turismo, contribuindo assim na melhoria do processo de circulação de pessoas e bens.
O responsável da estação do CFM na Matala, Joaquim António, fez saber que um comboio transporta cerca de cinco mil e 800 quilogramas de produtos diversos com destino à província do Cuando Cubango, num total de sete comboios de passageiros semanais, que circulam entre as províncias da Huíla e Cuando Cubango e vice-versa, estando a trabalhar para aumentar mais carruagens para atender à demanda.
O responsável mostra-se preocupado com a vandalização dos vidros e acessórios dos comboios por parte de algumas pessoas que arremessam pedra contra os trens, causando a destruição parcial dos mesmos.
Nos últimos dias são registados diversos atentados, bem como acidentes por desobediência às placas de advertência colocadas ao longo do traçado ferroviário por parte da população.
O responsável também referiu que os quartos de banho dos comboios estão, neste momento, inoperantes por causa da destruição dos vidros e outros materiais, situação que preocupa a direcção do CFM, tendo avançado que estão a unir sinergias para repor o funcionamento dos WCs o mais rápido possível.
Apelou aos cidadãos para terem mais cuidado ao atravessar a linha férrea para evitar acidentes, que várias vezes causaram vítimas humanas.
Apesar de não revelar o número, disse que tais incidentes causam vários prejuízos económicos à população e à empresa do Caminho de Ferro de Moçâmedes.
Joaquim António sublinhou que tem havido negligência por parte da população ao atravessar a linha férrea sem a prévia observação nos dois sentidos, “pelo que continuamos à exortar o bom senso da população”, concluiu.







