Pacientes queixam-se da morosidade e falta de medicamentos no hospital Azancot de Menezes
A denúncia vem de frequentadores da referida unidade hospitalar, que relatam cenas de morosidade no atendimento e falta de medicamentos, o que torna o hospital num local onde a morte está sempre à vista a qualquer hora e a qualquer lugar.
Por: Cambuta Vieira.
O hospital, por ser especializado em pediatria e maternidade, tem enchido tanto. "Você madruga, para chegar aqui pelo menos até 6 ou 7 horas da manhã, mas, mesmo assim, o hospital já está cheio e, para piorar, os enfermeiros atendem com maninha", contou Vilma, uma utente.
"Cheguei aqui às 6 horas da manhã e consegui ser o número 73, porque é tanta gente. São 11 horas e 27 minutos, e a chamada desde às 8 horas até ao momento só chegou ao número 22; é preciso ter muita paciência aqui", sugeriu.
Apesar do custo de vida, muitos utentes acabam desistindo e recorrem a outras unidades sanitárias. "Nós somos obrigados a aguentar essa gente toda, porque não há dinheiro para pagar no privado", assumiu.
Ainda dentro do hospital, a equipa de reportagem deste Jornal se deparou com uma cidadã em companhia da sua filha, que reportou que no domingo, dia 21 do corrente mês, foi com a filha que está com fortes dores na bexiga, que têm subido até às axilas e boca do estômago. Tão logo, chegou foi bem atendida.
"Ontem, fomos bem recebidos e bem atendidas, não sei se é por ser domingo", referiu, revelando que a médica passou a receita, mas a farmácia não tinha medicamentos.
"Aqui, neste hospital, é pela primeira vez, e não esperava esse tratamento, estando a menina a se queixar-se de fortes dores e uma vez que a médica orientou que voltássemos no dia seguinte, hoje aparece outra médica a pedir que voltemos ao hospital em Junho", contou.
A nossa interlocutora considera estranho que, com fortes resultantes de um problema não diagnosticado devidamente, a paciente tenha que esperar até Junho.
"Não tenho coragem de levar a minha filha para casa, pelo que; temos que tentar a sorte no hospital dos Cajueiros", opinou.
Carla, nome fictício, está a fazer consulta da mama, e após descobrir algo estranho, decidiu procurar a referida unidade hospitalar. Depois das consultas, o hospital orientou que regressasse depois de uma semana para levantar os resultado, mas uma sete dias depois, não conseguiu.
"Eles disseram que depois de 7 dias eu tinha que vir levantar os resultado, posto aqui mandaram-me aguardar mais uma semana", disse lamentando a morosidade.







