Huíla - Onze crianças morrem de malária no município da Cacula cujo hospital debate-se com falta de medicamentos e mosquiteiros
Onze crianças morreram por malária durante o mês de Março deste ano no município da Cacula, num registo de trezentos casos positivos confirmado naquela região actualmente.
Por: Laurentino Tchatuvela
O Director Clínico do Hospital Municipal da Cacula, Aldo Quinanga, avançou a informação por ocasião do 25 de Abril, Dia Mundial de Luta Contra Malária, durante a realização de uma feira de consultas médicas, na comuna do Viti Vivali, que abrangeu toda população do município.
Na feira, que teve a duração de um dia, foram registados mais de 350 casos de malária, assim como de desnutrição e infecção respiratória aguda, destacando-se o género feminino como o que mais aderiu às consultas.
De acordo com Aldo Quinanga, o município da Cacula regista muitos casos de malária, por ser uma área de muita vegetação, daí que atinja índices elevados.
O responsável frisou que as idades que mais preocupam são de crianças até aos 14 anos de idade, mulheres gestadas e idosos.
O Director Clínico aponta ainda outro motivo para a malária, como as más condições de saneamento básico e o nível elevado de vegetação na comunidade.
Lamentou também o comportamento de certas pessoas que recorrem à medicina tradicional primeiro, e só quando não verificam melhorias é que se dirigem à unidade sanitária de forma tardia.
Os pacientes que acorrem diariamente àquela unidade sanitária afirmam não possuir mosquiteiros, tanto para as mulheres grávidas como para as crianças.
António Caluvango, morador local, disse que a sua esposa está gestada mas nunca recebeu um mosquiteiro para se proteger dos mosquitos.
O governo deve alocar medicamentos e mosquiteiros para melhorar o modo de vida da população, o que não se verifica naquele hospital municipal.
O município da Cacula localiza-se a 80 Km a norte do Lubango.







