Abertura das comportas na barragem das Mabubas inunda mais de 90 residências, sinistrados acusam governadora Nelumba de negligenciar a situação
O transbordo do rio Bengo provocou, nos últimos dias, inundações a mais de 90 residências, deixando cerca de 498 pessoas nas condições de vulnerabilidade no bairro Hoji-Ya-Henda, e arredores de um posto policial, situado na região do Panguila Velho, assim como hectares de lavras por calcular na localidade da Kissomera, município do Dande província do Bengo.
Por: Kihunga Bessa
Na manhã desta quinta-feira, 09, o NA MIRA DO CRIME deslocou-se até às zonas afectadas para ouvir o clamor daquelas famílias que, neste momento, se encontram ao relento por causa das inundações.
Elas temem abandonar as residências por não saberem para onde ir. Diante da nossa reportagem, Vénia António Panzo, José da Fonseca e Maria Francisco, moradores daquela zona há mais de uma década e meia, manifestaram a preocupação, clamando mesmo por uma intervenção urgente a quem é de direito, e acusam a governadora daquela província de negligenciar a situação.
"A governadora tem conhecimento da situação porque no dia 28 do mês transacto, a mesma ainda se fez ao local, onde inaugurou um Comité de Acção do seu partido, mas nada faz para mitigar a nossa situação", frisaram.
E contactado por este jornal, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), Costa Ngunza, explicou que fenómenos devastadores ocorrem por causa do aumento dos níveis da água na albufeira da Quiminha, o que regularmente obriga à definição de uma medida à altura de aliviar a pressão que a estrutura está a sofrer.
Quanto ao desalojamento daquelas populações, o responsável avançou que até agora ninguém foi tirado da zona "mas está a se negociar com as famílias no sentido poderem encontrar uma solução, assim como se espera também a orientação da governadora provincial, sendo a coordenadora da protecção civil, a nível da província", sublinhou.
Na ocasião, aquele responsável apelou às populações do bairro afectado pelas inundações, no sentido de a abandonarem as casas inundadas para salvaguardar em as vidas. Importa referir que a situação está cada vez mais preocupante, e que o crescimento do nível de água ameaça cortar a circulação entre as vizinhas províncias de Luanda e Bengo.







