HUÍLA - Sindicatos apostados na terceira fase da greve geral na função pública
Centrais sindicais na província da Huíla já preparam a 3ª fase da greve geral na função pública, perante o silêncio do Executivo.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
As centrais sindicais preparam a terceira fase da greve geral na função pública, prevista para o próximo mês de Junho, devido à fricção com o governo sobre o ajuste do salário mínimo nacional a 100 mil kwanzas.
Enquanto as centrais sindicais avaliam o novo período de greve, o Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na Huíla, procede à renovação de mandatos.
Em declaração ao Na Mira do Crime, o secretário cessante do SINPROF na Huíla, João Francisco, disse por ocasião de uma assembleia que a renovação de mandatos é uma decisão tomada pela organização a nível nacional.
Na despedida, afirmou que sai triste, porque tudo que tinha preconizado não foi concretizado durante o período que esteve a frente do sindicato dos professores na Huíla.
Entretanto, almeja que tudo o que não foi feito no seu mandato, o seu sucessor consiga cumprir, fazendo um esforço gigantesco no sentido de colocar a província da Huíla num patamar mais alto na solução dos problemas dos professores.
João Francisco culpa o governo, em relação ao isolamento, tendo ressaltado que algumas províncias já usufruíram os subsídios de isolamento das tipologias C e D que ainda não tiveram acesso.
Segundo aquele responsável, a província da Huíla não recebeu subsídio de isolamento, mas tudo está a ser feito junto com a direção provincial da Educação para que a situação seja regularizada a partir da direcção nacional do Orçamento.
Reconheceu haver muitas dificuldades para os professores que estão nas zonas recônditas sem subsídio de isolamento, considerando que seria bom se o governo angolano equacionasse esse problema o mais rápido possível.
Os professores filiados no Sindicato Nacional de Professores (SINPROF), na província da Huíla, despediram –se do seu secretário provincial, João Francisco, com sentimento de tristeza porque o mesmo deixa o sindicato depois de 13 anos de serviço.
Enquanto isso, os sindicalistas dizem que estão dispostos para o regresso da terceira fase da greve geral, mas lamentam a tensão e o silêncio do governo.
Saudaram igualmente a adesão em massa dos professores que participaram activamente no exercício da segunda fase da greve geral na função pública, criticando a posição do governo em aumentar apenas 30 mil kwanzas a alguns sectores da função pública, conforme anunciado pelo Executivo, com implementação a partir de 01 de Junho do ano em curso.
Além de o referido aumento não ser extensivo a todos, os professores dizem que o referido aumento é irrisório.
O Na Mira do Crime soube que dois candidatos concorrem para o cadeirão máximo do SINPROF na Huíla.
João Francisco esteve a frente do SINPROF na província da Huíla desde 27 de Julho de 2011. O seu mandato termina no próximo dia 10 de Agosto de 2024.







