Adolescentes têm as mãos queimadas com frigideira quente por furtarem dinheiro para comprar telefone
Dois adolescentes de 14 e 16 anos de idade, têm as mãos queimadas com frigideira quente, pelo próprio irmão, por alegadamente furtarem 35 mil Kwanzas da carteira da mãe para comprar um telemóvel.
Por: Edilson Pinto
Evaristo Lucas Joaquim, de 16 anos de idade e o seu irmão, Sousa Lucas Joaquim, de 14 anos, estão agora internados no Hospital Neves Bendinha.
Em entrevista exclusiva a este jornal, contam que pretendiam comprar um telemóvel, e como não tinham dinheiro, optaram por subtrair paulatinamente na pasta da mãe.
“Não sabiam que éramos nós, tirávamos pouco a pouco na pasta da mamã, e sempre que nos ameaçavam, não descobríamos”, contou Evaristo.
A primeira vez foram 10 mil kwanzas, a segunda 6 mil e a terceira 12 mil. Não satisfeitos foram outra vez na pasta da mãe onde retiraram mais 7 mil, perfazendo 35 mil kwanzas.
“Como já nos avisavam antes, e o nosso irmão mais velho viu que estava demais, saiu da província onde se encontrava e veio nos visitar, quando encontrou esse problema decidiu nos repreender”, explicou.
O adolescente conta que o irmão mais velho aqueceu a frigideira sem óleo, meteu no chão e obrigou os adolescentes a colocar as mãos no metal quente, causando queimaduras graves.
A Doutora Isabel Anateka, médica de banco que atendeu o caso dos meninos, conta que os pacientes chegaram ao hospital na quarta-feira, 15, vítimas de agressão física, praticada pelo próprio irmão.
“Eles sofreram queimadura do terceiro grau, originada por um metal quente, que queimou toda palma da mão direita”, descreveu a profissional de saúde, acrescentando que a queimadura poderá causar atrasos nos movimentos dos menores.
“Acredito que foi receio da mãe trazer as crianças ao banco de urgência mais cedo, são feridas muito profundas, que impossibilitou a limpeza total, por causa da dor e do desconforto dos pacientes, isto vai afectar também a mobilidade e a funcionalidade do membro, infelizmente não é um caso isolado, temos visto muitos casos do género, em que os familiares fazem justiça com as próprias mãos, sem pensar nas consequências”, lamentou.
O Na Mira do Crime sabe que o autor do crime de ofensas graves à integridade física regressou a província onde reside, e não foi responsabilizado criminalmente.







