Escassez de transportes públicos no desvio do Zango (depois das 18 horas) frustra cidadãos
Na Avenida Comandante Fidel Castro Ruz, propriamente na paragem do desvio do Zango, no município de Viana, a falta de táxis ou autocarros, sobretudo a partir das 18 horas, deixa cidadãos agastados, porque passam tantas horas numa só paragem.
Por: Pedro Sanomba Aurélio, Eliseu Filipe Amado (Estagiários) & Cambundo Caholua
O NA MIRA DO CRIME deslocou-se, na noite desta quarta-feira, 15, para a famosa paragem do desvio do Zango, onde constatou que os passageiros que têm como destinos o 11 de Novembro, a centralidade do Kilamba, Benfica, Cacuaco, Zangos 3, 4 e Centralidade 8 mil, enfrentam vários obstáculos por causa da pouca adesão de táxis, bem como de autocarros públicos, isto a partir do horário já referenciado.
Diante dessa situação, muitos taxistas aproveitam-se da desorganização e aumentam os preços da corrida. Por exemplo, do desvio do Zango para o Benfica cada passageiro chega a pagar entre 400 e 500 Kwanzas por corrida, ao contrário dos preços taxados regularmente de 150 ou 200 Kwanzas.
Se o passageiro optar por vias curtas chega a gastar muito mais. O mesmo verifica-se para quem vai ao município de Cacuaco ou então à centralidade 8 mil e para aqueles que têm como destino o município de Cacuaco.
Com a oficialização da subida do táxi para 200 Kwanzas, espera-se que a especulação dos preços de cada corrida venha a prevalecer.
Ainda assim, há taxistas sensíveis que cumprem a lei, conforme apurou este Jornal no local.
Júlio, taxista há cerca de 6 anos, disse a este Jornal que as dificuldades de táxi nas paragens têm ocorrido muito no desvio do Zango pela "fraca adesão dos colegas no local".
"Muitos dos nossos colegas não aceitam trabalhar aqui, devido às longas distâncias de um local para outro, já que se gasta muito combustível. Só para ilustrar, do desvio ao Benfica é muito gasto em gasolina, e o valor que cobramos não compensa”.
Admitiu também que para além dos preços já violados, há ainda a tendência de sobrelotarem os táxis.
"Às vezes, chegamos a 400 Kwanzas por cada corrida, há outros colegas que vão mais além", assumiu.
Outro calcanhar de Aquiles é horário que algumas transportadoras encerram os seus serviços.
A TCUL, por exemplo, não vai além das 20 horas, para o desagrado de centenas de passageiros.
Nessas circunstâncias, só o mais forte consegue subir no táxi. E porque nenhum mal vem só, as enchentes nas paragens beneficia os marginais que aproveitam a ocasião para assaltar passageiros.
A isso associa-se o fraco policiamento naquele perímetro. Segundo testemunhas, os lotadores são os maiores gatunos; eles roubam e fogem para o viaduto e aí ninguém os consegue encontrar.







