Tudo ou nada - Governador Cuando Cubango aposta no nepotismo, tribalismo e intrigas para se manter de pé
De acordo com denúncias chegadas à redacção deste jornal, o governador do Cuando Cubango, José Martins, desde a sua nomeação que tem vindo a promover o nepotismo e o tribalismo, práticas condenadas pela Constituição da República.
Por: Ngunza Chipenda
O Jovem governador afastou dos cargos de director e de administrador municipal e até comunal, todos os quadros que não são naturais da província. Alguns que são naturais do município do Cuchi também.
As nossas fontes revelam que municípios como Mavinga, Nakova, Rivungo, Cuito Cuanavale, Menongue, só para citar estes, são governados por membros de sua família ou amigos mais chegados, mesmo sem terem competências para o exercício de cargos daquele nível. Como se não bastasse, a nossa fonte revela que os municípios de Mavinga e Rivungo são governados por seus familiares directos.
O resultado destas nomeações, fazendo fé na fonte, é a falta da implementação de uma política pública que desenvolva os municípios e a província, agudizando a carência de alimentos, por falta da continuidade no investimento na agricultura, que nos anos de 2020 e princípios de 2022 dava frutos, devido a aposta do então governador Júlio Bessa. Mas depois da sua substituição por José Martins, a vida na província "estagnou", sendo agravada pelo afastamento de bons quadros que sabiam aplicar os recursos na agricultura, na formação profissional, na busca de soluções para resolução dos problemas que a todos afligem.
"Nós aqui na província estamos a passar mal por causa da fome, muitas meninas, até menores de idade, se entregaram à prostituição", relatam os munícipes de Menongue.
"O governador está indiferente a este sofrimento do povo, ele realiza quase todos os finais de semanas, festas onde bebem e comem, rindo-se de nós, povo e militantes do mesmo partido", ilustrou um militante do MPLA que pediu anonimato.
Tribalismo como orientação
No que concerne ao tribalismo, algumas fontes citam o governo, em reunião restrita com os membros da sua tribo que ocupam cargos de administradores municipais, adjuntos e directores provinciais como tendo dado a orientação de expurgar os arquivos pessoais, para retirarem os naturais das províncias do Bié, Huambo, Benguela, Cuanza Sul, Cuanza norte, Uíge, Malanje, mesmo que estes tenham nascido no Cuando Cubango. Desde que sejam "sulanos ou Bakongos ou nortenhos, de uma maneira geral, desde que ocupem cargos de director ou administrador Municipal, "devem ser exonerados".
Em conformidade com a suposta orientação, "os cargos de chefia são exclusivos para Nganguelas do Cuíto Cuanavale, Menongue, Mavinga, Nakova e Rivungo ou, talvez, para Cokwes do Moxico, que tenham um progenitor Nganguela".







