Seis meses sem salários: Funcionários da Movicel manifestam-se na sede da empresa
Funcionários da rede de telefonia móvel Movicel, têm-se manifestado nos últimos dias na sede da empresa, situada no município de Talatona, em Luanda, para exigir o pagamento de seis meses de salários em atraso, facto que tem criado vários problemas aos familiares dos trabalhadores.
Por: Cambimbe Osório
Luís Tavares, funcionário sénior da referida empresa, conta que esta atitude dos trabalhadores chega tarde, uma vez que a direcção da empresa há muito faz ouvidos de mercador, aproveitando-se do facto de que já não existe departamento sindical.
“Não há ninguém que defenda os nossos interesses, a situação está preocupante, temos colegas que já foram despejados das casas de aluguer por não terem como pagar, estão a vender os meios para sobreviver, eu próprio que vos falo tenho filhos fora do ensino por não ter como pagar o colégio”, lamentou.
De acordo com o trabalhador, a direcção da empresa remete-se ao silêncio, e já lá vão seis meses sem verem os seus ordenados.
Outro funcionário sénior que pediu anonimato alega que, parte do problema da Movicel e essa alegação de não haver valores é a estrutura pesada que se criou, com excesso de administradores e consultores, na sua maioria expatriados.
“Esses nada fazem, aprendem tudo com os angolanos e no final a prioridade financeira é sempre para eles, para nós nunca há dinheiro, como se explica uma empresa que pertence maioritariamente ao Estado Angolano estar a passar por isso, tínhamos lojas em vários centros comerciais que fecharam por falta de pagamentos, estamos a ser expulsos por dívidas, inclusive da sede no Chamavo e loja do Morro Bento”, descobriu.
Segundo os funcionários, desde que houve mudança no Conselho Administrativo da empresa, às coisas vão de mal para pior, “isso já data desde Junho do ano passado, quando começaram a pagar os salários de forma intermitente, de Janeiro de 2024 até aqui apenas agravou-se o problema, pois, já não pagam e nem se dignam em dar qualquer explicação”.
Os trabalhadores da Movicel exigem uma posição a quem de direito, para salvaguardar o bem-estar das famílias atingidas por este problema.







